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SPFW aposta nos tons escuros e sombrios em seu 1º dia

14 mar 2017
01h40
atualizado às 10h24
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A São Paulo Fashion Week, principal evento internacional do setor no Brasil, começou nesta segunda-feira sua 43ª edição com uma mistura de tons escuros e sombrios na maioria dos desfiles que foram combinados, em alguns casos, com tecidos inovadores de alta tecnologia.

O mais obscuro de todos os desfiles foi assinado pelo estilista brasileiro João Pimenta, que mostrou uma coleção masculina de roupas casuais com cortes inspirados em figuras geométricas.

A inspiração foi eminentemente gótica com peças confeccionadas para ter volume e até uma certa estrutura na parte inferior do corpo, e pelo contrário, ser ajustada no tronco e ombros.

Desfile do estilista João Pimenta
Desfile do estilista João Pimenta
Foto: Paulo Lopes/FuturaPress

Além disso, Pimenta utilizou tecidos inovadores baseados em membranas impermeáveis criadas a partir do náilon, com um alto grau de transpiração, mas que ao mesmo tempo impedem a passagem de água e neoprene biodegradável de dupla face confeccionado por uma máquina semelhante às impressoras 3D, entre outros materiais.

Algumas das peças foram decoradas com os desenhos estampados do artista Roberto Alencar e o ilustrador André Júnior, cujos desenhos apresentaram sua rocha de areia, recriando a atmosfera de uma velha escola.

Os óculos de sol completamente redondos e escuros, assim como os penteados completamente uniformes e cortados do mesmo padrão, também ajudaram para sustentar a atmosfera gótica, que serviu de inspiração para esta coleção.

O desfile contou com a presença do prefeito de São Paulo, João Doria, que chegou segundos antes de começar o evento, que está sendo realizado no remodelado Pavilhão da Bienal.

A São Paulo Fashion Week volta para este espaço, projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, após ter sido realizado nas edições anteriores em uma tenda gigante na Arena de Eventos do Parque do Ibirapuera.

Posteriormente, a estilista Lilly Sarti, outra figura frequente nos últimos anos no evento, seguiu em tendo o preto como sua cor predileta, mas sua coleção feminina evoluiu progressivamente para tons mais naturais que oscilavam entre o marrom e o azul.

Ela se inspirou para confeccionar as roupas no "corpo contemporâneo, urbano e cosmopolita", segundo afirmou em sua carta de apresentação, e pensou em suas peças "como uma segunda pele, que se encaixa, redesenha e recria" a silhueta feminina natural.

Desfile da estilista Lilly Sarti
Desfile da estilista Lilly Sarti
Foto: Paulo Lopes/FuturaPress

Lilly Sarti optou por uns cortes que combinaram as saias acima do joelho com calças largas e camisas soltas, cobrindo até o pescoço na maioria dos casos.

Na sessão da manhã, Raquel Davidowicz utilizou o vermelho intenso e o preto-azeviche para mostrar suas criações de tecidos leves na Pinacoteca de São Paulo, em um ambiente tranquilo, sem música.

Seu coleção para o inverno 2017 abriu também com uma rigorosa e sofisticada silhueta preta, passando para o branco, pouco visto neste primeiro dia, e acabando com a paixão dos tons vermelho, preto e mais cinzentos.

Os finos tecidos de tafetá se combinaram com outros mais grossos, através de casacos acolchoados de lã de pele artificial, que incluiu a proposta mais descontraída ligada a um estilo informal.

Antes, a Animale abriu a São Paulo Fashion Week, por meio de seu estilista Vitorino Campos, com uma coleção inspirada no dia a dia da mulher brasileira mas com referências constantes às cidades italianas de Florença, Veneza, Roma e Milão.

As peças, mais urbanas e jovens, estiveram carregadas de contrapontos com criações de linhas rígidas marcadas pelo couro e outras mais flexíveis, como transparências, e até envenenadas, como pode ser visto com o uso do tecido imitando ação de pele de serpente, em algumas das bolsas.

A São Paulo Fashion Week abrigará 31 desfiles durante estes cinco dias com a presença nesta edição de seis novas marcas para a temporada Inverno-Outono 2017.

O evento se adaptou este ano ao conceito "See now, buy now" (Vejo agora, compro agora), que tende a se impor nas passarelas internacionais, com coleções que chegam nas vitrines imediatamente após os desfiles.

EFE   

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