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Jefferson de Asis estréia no SPFW com um desfile de "metalinguagem" que ficou apelidado de "Defile Fala Sério!". Como falar de algo tão surreal como o que vimos agora pouco na passarela? Quase impossível já que a idéia não é ficar aqui falando mal, mas não sei se será muito diferente.
Embalado por uma trilha de tapar os ouvidos, começa com uma modelo sobre um piano que corre pela passarela. Na sequência, outro e mais outro. A imagem já é incompreensível uma vez que não fala A com B com a roupa.
Depois, as modelos entram no chão numa sequência de dourados e amarelos de amargar, literalmente. Algumas criações como o vestido pescoço africano ganha intervenção de mega frufru nas costas. Entram vestidos ultravolumosos em escamas e mais algumas peças que nem conseguíamos olhar de tanta falta de nexo e conexão que tinha a coleção.
Alguns volumes me lembraram Victor & Rolf, com a diferença de fazer parte de uma coleção totalmente fudamentada e com a evolução perfeita da roupa. Nesse caso era bem diferente, tão diferente que o que até poderia ser bom passa a ser ruim. O desfile fica com jeito de formatura de faculdade, onde tudo é permitido e ainda se está aprendendo o beabá da coisa.