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Algumas coisas já são clássicas nos desfiles de Mario Queiroz, como o trabalho de alfaiataria. A gente sabe que vai ter moda que é, literalmente, comercial. É isso. Para uma clientela específica sim, mas 100% real.
Essa temporada não foi diferente. Vimos muitos e muitos produtos na passarela. Peças certeiras de vender. Mas faltou uma inspiração ou motivo de criação que gerasse mais empolgação, mais frescor, novidade.
Homens ao mar nós já vimos em Mario antes; regatas de tela, túnicas, batas e cordões em amarras também. Parecia mais um déjà vu. Até mesmo a alfaiataria deixou a desejar. Num contra ponto entre justo e solto, as calças pareciam sufocar as pernas dos modelos. Elas estavam apertadas e não eram skinny. Bem diferente.
Sentimos falta do Mario mais cuidadoso, vivo, criativo e feliz com a vida.