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Lino é daqueles estilistas que a gente vive dizendo que faz alta costura. É um trabalho manual que exige bordados, aplicações, torções, nervuras e detalhes tão minuciosos que passam despercebidos ao olhar até dos mais atentos. No mínimo tem que ter coragem e ousadia para uma coleção desse porte.
Para o verão, o estilista agradece ao fotógrafo e artista japonês Hiroshi Sugimoto (década de 70) pelas "fotos limpas e sem projeção de telas de cinema que me fizeram perceber o quanto o vazio é inspirador".
Um vazio que Lino preencheu de muito branco, tecidos nobres como lezard, seda e jacqurd de lurex. "É a ansiedade do espectador antes do filme começar". É a ansiedade de ver Lino na passarela e suas criações. Tudo é branco, tudo. E não precisa de cor, nenhuma.
O masculino acompanha o momento sonho, pueril e introspectivo. Mas não é forte. Aliás, acho que nunca foi. Lino podia abandonar essa parte, às vezes parece poluir o belo que são suas mulheres.