
As terras altas e as tradições britânicas inspiraram e levaram Samuel a um estágio à frente do figurino, que até agora caracterizava sua carreira.
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Sem perder a riqueza dos bordados e a sensualidade dos corselets, os xadrezes clássicos dos tartans foram virados e revirados em volumes nas saias curtas, usadas com tops recobertos de arabescos e metais prateados, como cotas de batalha.
O black jeans também serve de base para o minucioso trabalho em metal niquelado, feito pelo próprio Cirnansck, no terninho de punk de luxo. A boca-de-cena com cabeças de búfalo e gnus combinaram com a calça de veludo e o paletó de caça, vermelho - outra das interpretações da cultura britânica - assim como o chapéu dos guardas da rainhas. E por aí vai a história, com direito a galgo na passarela, culminando com as gaitas de foles da banda Breogan, fundo para a noiva-princesa, de saia farta, e buquê de rosas vermelhas.
Nota-se que há muito mais moda e muito menos fantasia no trabalho do estilista. Mais limpo de detalhes, sem exageros conceituais, Samuel Cirnansck propõe preciosidades e peças mais práticas. Ele alterna show e roupa.
Iesa está na área da moda desde o final dos anos 60, quando começou no Jornal do Brasil como ilustradora. Passou à produção e redação nos anos 70. Trabalhou na revista Desfile, na sucursal das femininas da Editora Abril em 80, mas voltou ao JB como editora da revista Domingo.
Há 12 anos abriu o site www.estiloiesa.com.br e em 2001 criou o curso de Jornalismo de Moda no Senac Rio, que já está na sétima turma.