Iesa Rodrigues

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Iesa Rodrigues

Domingo, 20 de janeiro de 2008, 18h34

Erika Ikezili continua aliada ao quimono

Iesa Rodrigues Cultivar as raízes ajuda a marcar uma identidade. Erika sempre buscou idéias nas origens japonesas, desde os tempos do Amni Hot Spot. Se naquela época era artista nas dobraduras e plissados, agora adapta histórias - como a da primeira menina filha de japoneses nascida no Brasil - para continuar a saga dos quimonos e estampas orientais.

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Como a garotinha que se ambientou nos trópicos, a roupa da Ikezili mistura os códigos japoneses com as estampas de folhagens e flores, bem brasileiras.

A coleção segue a filosofia do patchwork, descombinando estampas e texturas, com resultados desiguais. Dá certo nos vestidinhos floridos, com blazers em padrões luminosos; funciona menos no modelo matelassê branco, com parte estampada. Exemplo de roupa que veste determinados tipos de garotas, que gostam dos looks das adolescentes de Tóquio, gente que sabe juntar peças "nada-a-ver".

Tirando do contexto, esquecendo das japonesas moderninhas, recomenda-se atenção às peças douradas com repuxados.

Iesa está na área da moda desde o final dos anos 60, quando começou no Jornal do Brasil como ilustradora. Passou à produção e redação nos anos 70. Trabalhou na revista Desfile, na sucursal das femininas da Editora Abril em 80, mas voltou ao JB como editora da revista Domingo.

Há 12 anos abriu o site www.estiloiesa.com.br e em 2001 criou o curso de Jornalismo de Moda no Senac Rio, que já está na sétima turma.

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