
É a sacada do André nesta temporada: cintura, ombro e perna. Este trio sustenta o lote de vestidos curtos em tafetá preto, com tiras pregueadas e babados adornando decotes, frente, costas e no lugar de mangas.
» Veja fotos do desfile
» Assista a trechos do desfile
» Minivestidos fazem o inverno de André Lima
Os arranjos de cabeça continuam lembrando as referências amazônicas do estilista, que são penas negras flutuando em fios, super minimalistas.
O glamour dos cabelos ondulados equilibra as formas e desenhos quase geométricos dos modelos.
Há listrados em roxos, rosas e amarelos, uma túnica de lenço com padrão de bandeira, em vermelhos e amarelos e microvestidos violetas, com cinto preto marcando a forma. Mas são flashes de cor perfeitamente dispensáveis, poderia ser um show todo em preto, quase repetitivo, impecável.
No meio do tumulto de babados e pregueados estão as fileirinhas de botões forrados, ao longo da lateral dos vestidos, um sinal da qualidade de costura do André Lima.
Que ele é um mestre de maison e dos coloridos exuberantes já era óbvio. Hoje, provou que domina a elegância e a sutileza do preto.
Ah, os adornos vão se definindo ao longo do desfile. No último modelo longo, o trabalho de pregas e franzidos toma a forma exata de uma rosa, aberta na frente, exibida pela Bruna Sottili.
Iesa está na área da moda desde o final dos anos 60, quando começou no Jornal do Brasil como ilustradora. Passou à produção e redação nos anos 70. Trabalhou na revista Desfile, na sucursal das femininas da Editora Abril em 80, mas voltou ao JB como editora da revista Domingo.
Há 12 anos abriu o site www.estiloiesa.com.br e em 2001 criou o curso de Jornalismo de Moda no Senac Rio, que já está na sétima turma.