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Quando disse que levaria a selvageria à passarela, Mario Queiroz se referia ao homem primata e à masculinidade que estão estampadas em sua coleção outono-inverno.
Este conceito está presente desde a escolha dos modelos - homens robustos -, das cores e dos tecidos. Queiroz propõe um inverno em que o homem volta a suas origens.
Peles, couros sintéticos e tecidos tecnológicos marcam a proposta. Casacos e calças estão mais justos e trazem estampas de macaco, leão e elefante.
A escolha por estes animais tem um motivo: o macaco traz à tona o passado primitivo, os leões refletem a masculinidade e os elefantes representam a grandiosidade do ego masculino.
As camisas de Queiroz fazem a linha esporte-chique com listras ou estampas grandes.
A cartela de cores é predominantemente fria, vai do preto ao castanho, passando pelo cinza e bege.
Nos acessórios, Mario oferece pochetes de pele sintética ou maxibolsa em meia-lua. As botas se inspiraram nas usadas pelos caubóis. Brincos, braceletes e correntes em prata completam o look.