| Reinaldo Marques/Terra |
 Gola 'de palhaço' dá um toque divertido ao desfile sério de Queiroz |
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Mario Queiroz levou as manifestações de estudantes, intelectuais e artistas no final da década de 60 para a passarela do São Paulo Fashion Week. Na época, pedia-se liberdade, democracia, igualdade social e o fim da ditadura. Resultado disso: uma coleção livre com o tema de movimento para o universo masculino.
» Fotos do desfile 
» Veja trecho do desfile 
A passarela ambientou a inspiração com postes cheios de cartazes que pediam revolução. O estilista usou formas secas com muitas cores e estampas para um homem urbano. A camisaria ganha listras, tecidos bordados e jacquards em tons de caqui, violeta, vermelho, preto e braco - esses três últimos, a cara do desfile.
As peças ganham rabiscos para mostrar a inquietação e as estampas recebem fotos marcantes da época. O corte vem mais moderno e justo no corpo. Quem prefere peças mais soltas e utilitárias, ganha um look militar.
Algumas peças vêm sem acabamento, como camisetas brancas básicas e shorts jeans sem barra para mostrar a liberdade de vestir. Os shorts são curtos, as bermudas ganham alfaiataria e as calças, mesmo corte, mas em xadrez miúdo em tons de vermelho.
O movimento de Mario colocou acessórios como broches que incentivam a revolução, cartazes levados à passarela, chapéus de papel e golas franzidas como as dos palhaços.
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