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São Paulo Fashion Week - Inverno 2006
Segunda, 23 de janeiro de 2006, 23h09 
Sob chuva, termina a 20ª edição do SPFW
 
Ana Paula Jacinto
Direto de São Paulo
 
Xpress/Terra
Sommer traz chuva artificial na passarela
Sommer traz chuva artificial na passarela
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O São Paulo Fashion Week terminou embaixo de chuva. Não literalmente, mas apenas na passarela de Marcelo Sommer que fez, nesta segunda-feira, dia 23, o desfile que encerrou a 20ª edição do evento. A chuva artificial na passarela - que não molhava os modelos - aliada a uma trilha sonora com fortes trovoadas deu o tom de romantismo e dramaticidade ao desfile.

» Isabela Capeto
» Gisele Nasser
» Zigfreda
» Fábia Bercsek
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» V.Rom
» Sommer

A grife carioca de Isabela Capeto abriu o desfile do último dia do SPFW. A estilista mostrou uma coleção colorida, simples e confortável. As saias e vestidos têm comprimento médio ou longo. Os volumes fazem referência às tradicionais roupas usadas pelas mulheres peruanas, levemente ajustadas no quadril e com babados e pregas em camadas. Enquanto as saias são volumosas, as blusas, camisetas e boleros são de corte simples e reto.

Gisele Nasser se inspirou no clássico infantil Chapeuzinho Vermelho. "É o desejo de voltar a ser menina, por isso algumas peças têm apelo college", explicou ao Terra a estilista. Os pontos fortes da coleção são as rendas, mistura de algodão com seda nas saias e patchwork em estampas, listras e florais.

A também carioca Zigfreda, da estilista Kátia Willie, fez sua estréia no São Paulo Fashion Week. Com coleção bastante feminina, a estilista trabalhou as formas arredondadas - como nos volumes balonê ¿ e a silhueta em A, além de pregas, plissados, nervuras e cintura marcada.

Fábia Bercsek misturou tecidos - malhas, veludos, couros e tricôs - formas, cores e estampas em sua coleção de inverno 2006. A silhueta é solta, com exceção de algumas calças em couro justíssimas, combinadas com casacos volumosos. Os vestidos e saias são rodados e a modelagem abre-se em volumes e caudas, logo abaixo do joelho. As jaquetas e blasers são acinturados.

Jefferson Kulig fez um mix de culturas e épocas para criar sua coleção e fez uma "experimentação com a estética das mulheres": criou formas alongadas desde a modelagem das roupas até a utilização de saltos altos e 25 perucas, que fazem referência ao Brasil colonial e às perucas de Luís XV. Para confeccioná-las, Jefferson utilizou 300 buchas vegetais vindas de Minas.

A V.Rom propôs, em uma coleção despojada, roupas para "novos rebeldes". Alguns looks foram apresentados em grupos de modelos, como se fossem gangues ou turma de amigos "transgressores". As calças jeans são de cintura bem baixa e há muitos moletons e malhas, combinados com calças e bermudas com vários bolsos. Sobreposições e mistura de estampas, como xadrez com listras, também fazem parte da proposta.


 

Redação Terra