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 Paulo Borges, organizador do Fashion Week, acredita que esta edição rendeu mais negócios para a moda brasileira |
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No ano em que completa dez anos, o São Paulo Fashion Week chegou em 2006 à sua 20ª edição com uma proposta de transformação, principalmente no que diz respeito à sua profissionalização. Menos badalada do que edições anteriores, a semana de moda paulista traça um eixo com menos "barulho" e "mais negócios" para as próximas edições.
Essa é a percepção de Paulo Borges, idealizador do evento. Ele se mostra safisfeito com o rumo da moda no Brasil e diz que ainda há muito trabalho pela frente nesse setor.
Na opinião dele, o amadurecimento da semana de moda paulista faz com que o público que freqüenta o espaço também se transforme.
"No começo, o pessoal vinha mais para badalar, ver, ser visto. Agora, com a profissionalização, o ciclo vai se fechando. Vem mesmo quem tem interesse por moda, por negócios", diz.
Borges diz que a organização também vem tomando algumas providências para que o espaço fique cada vez mais seletivo. "Diminuímos as salas, dificultamos os acessos desnecessários. Há menos pessoas famosas, mas pode ter certeza que estamos atingindo o nosso público-alvo", afirma.
O organizador afirma que daqui para a frente o objetivo é inserir, de forma mais agressiva, a moda brasileira no mercado internacional.
"O que fizemos neste ano foi muito bom no sentido de aguçar a percepção das pessoas sobre o processo de mudança que está acontecendo", diz.
A próxima edição do São Paulo Fashion Week está programada para acontecer logo depois do término da Copa do Mundo, em julho. "A idéia é fazermos a partir do dia 12".
Antes, em maio, será organizada uma feira voltada exclusivamente para negócios.
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