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Tem muita gente com cara triste nos corredores da Bienal do Ibirapuera, onde está rolando o São Paulo Fashion Week. O motivo é simples: hoje é o último dia do evento. Os loucos pelo SPFW são estudantes de moda, aspirantes à modelo e fãs em geral e estão na contramão dos profissionais envolvidos na cobertura, que demonstram cansaço físico e psicológico.
Eles correm atrás de convites com seguranças, bookers, modelos, jornalistas, patrocinadores, amigos, conhecidos, tias, primas e parentes distantes. Alguns chegam ao exagero, e pagam por eles. "Um fotógrafo ofereceu o convite na porta por R$20. Eu comprei porque queria muito entrar e ver o defile do Marcelo Quadros. Agora vou ficar na fila de standing (os sem convites) para o resto do dia", revela Jackson Costa, que sentou na primeira fila do desfile do estilista.
Quem olha ao redor das mesas e stands de patrocinadores, percebe que o número de curiosos, admiradores e penetras, é grande. "Eu queria muito vir e fazer contatos com bookers. Para entrar, disse ao segurança que o meu agente estava com a credencial e eles me deixaram passar pela catraca", diz a estudante e aspirante a modelo Laura, que não quis dar o sobrenome.
O modelo Gabriel Heinemann, confessa que não vai desfilar para nenhuma marca, mas que não podia ficar de fora das badalações, ver e ser visto. "Consegui credencial com um amigo que está trabalhando aqui e vou esperar até conseguir o convite para a festa de encerramento", contou.
"Fiquei ligando para as marcas até que eles me dessem um convite. Eu adoro estar aqui e ver tudo o que é bonito. Meu sonho é ser estilista e eu acho que o esforço vale a pena", diz Clara Dias.
O mundo da moda atrai cada vez mais pessoas. A organização estima que 120 mil pessoas passem pela Bienal nos sete dias, mas este número não inclui os empurrões e ajudinhas que colocam os loucos por SPFW no maior evento de moda do país.
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