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Por trás dos burburinhos e de celebridades, no São Paulo Fashion Week também são agilizados negócios para ampliar e capacitar a indústria têxtil e exportar os produtos brasileiros.
Nesta terça-feira, último dia do evento, foi firmada a parceria entre o banco Santander e a empresa de transportes expressos FedEx no Programa Exportar. "As empresas se cadastram e são avaliadas. Vamos auxiliá-las a reduzirem custos de exportação, oferecer produtos, serviços e financiamentos para colocar o Brasil no mercado internacional", explica Dorothéa Werneck, coordenadora do programa.
Em 2003, o Brasil obteve um faturamento recorde nas exportações de US$ 1,6 bilhão. Para 2004, estima-se um crescimento de 20% deste volume.
As peças de vestuário representa uma pequena parcela desse volume. O destaque fica no setor de cama, mesa e banho, jeans e moda praia.
Para alavancar a indústria de vestuário no exterior, demora-se em média de 3 a 6 anos. A Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil) tem um projeto para auxiliar as empresas no mercado internacional. Para realizá-lo, a entidade conta com o TexBrasil, programa estratégico ligado à Agência de Promoção de Exportação (Apex), que leva para diversas cidades
do país palestras e seminários de capacitação, ensinando as empresas de confecção a adequar e qualificar seu produto para o mercado externo.
As exportações, além de aquecer o mercado, também geram mais emprego. Segundo a ABIT, o setor de moda é o segundo quem mais emprega no país. De janeiro a abril desse ano foram criados 20.892 novos empregos contra 2.602 postos gerados no mesmo período no ano passado.
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