| Rogério Lorenzoni/Terra |
 Traje de gueixa ganha leitura moderna na grife Uma |
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O Leste europeu, o Oriente, a suposta moda universal, o regionalismo brasileiro, e referências a ciganas, ao xamanismo, e a tribos indígenas foram as inspirações de algumas coleções.
Referências ao Oriente foram vistas na coleção da grife Uma. Gueixas modernas abrem mão das estampas tradicionais multicoloridas em nome de listras e padrões mais contemporâneos.
A estreante em SPFW Érika Ikezilli apostou no amor que surge em meio à guerra entre uma gueixa e um soldado. A coleção veio com vestidos com cortes bem delicados em tons sisudos de preto. Até os homens ganharam saias longas - contraponto entre doçura e um universo mais duro.
Mareu Nitschke promoveu um encontro entre o mundo dos góticos e o corte das roupas das gueixas. Saias rodadas ganharam assimetrias e algumas peças vieram com mangas amplas, como as dos quimonos.
A VR Menswear apresentou trajes típicos escoceses, como o kilt, xadrez e tons de pastel e castanho. Homem elegante, por vezes muito contido, outras vezes mais despojado, como nos looks de kilt sobre jeans e nas peças em couro.
Marcelo Sommer inspirou-se na gélida Islândia para fazer uma coleção cheia de branco, lãs, algodões e muita nostalgia. Babadinhos, batas e blusinhas deram um ar romântico.
André Lima misturou Europa, América Latina, Estados Unidos e o que mais se pode pensar em termos de diversidade cultural para desenvolver suas criações.
O frio intenso da Patagônia foi tema do desfile da Osklen, que criou um casal aventureiro com referências a uniformes de bailarinas e de esquiadores das décadas de 20 e 30. Já a Fórum mostrou o bucolismo do campo para mulheres extremamente românticas. A cintura veio alta e bem marcada acompanhando saias rodadas.
Estreante em SPFW, Fábia Bercsek apostou no visual de xamãs e de povos indígenas ao usar patuás e franjas na coleção de inverno. Tudo meio tribal, meio índia peruana. A mulher ficou selvagem e transgressora. Isabela Capeto seguiu uma linha semelhante, apresentando ripongas elegantes com inspiração na própria infância e no romantismo.
A Bahia surgiu nas cores azuladas e no dourado de Patachou, enquanto a grife Neon misturou anos 80 com etnias africanas e asiáticas, criando peças amplas e megacoloridas. Lourdinha Noyama não renegou a origem nordestina e vestiu a mulher com tecidos naturais e corte europeu. A multiplicidade do clima brasileiro pautou a coleção de Eduardo Suppes, que misturou peças de inverno e verão.
Jefferson Kulig propôs uma nova linguagem para a moda por meio de tecnologia, peças em acrílico e referências a ciborgues. Já Pedro Lourenço, de 14 anos, deu continuidade ao trabalho anterior e mostrou bolsos e zíperes com amarrações, criando uma mulher contemporânea e universal.
Universal também foi a proposta de Mario Queiroz, que pretendeu fazer uma coleção inspirada na Babilônia de roupas e culturas que é vista diariamente em saguões de aeroportos internacionais. Resultado: o predomínio do étnico sobre a tal universalidade a partir de estampas de oncinhas, turbantes, dreadlocks, túnicas e alfaiataria.
Veja fotos dos desfiles:
Uma
Érika Ikezilli
Mareu Nitschke
VR Menswear
Sommer
Osklen
Fábia Bercsek
Patachou
Neon
Lourdinha Noyama
Eduardo Suppes
Jefferson Kulig
Pedro Lourenço
Mario Queiroz
André Lima
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