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O último dia de São Paulo Fashion Week foi marcado pelo desfile de Marcelo Sommer, talvez o melhor do evento, por cenários que apareceram mais que as roupas e por bumbuns à mostra na passarela da Cavalera.
Ao meio-dia, o paulistano Marcelo Sommer abriu o dia com um desfile inspirado na Islândia. Viu-se muito algodão na primeira coleção em que Sommer conseguiu se desprender de sua sina clubber. O país da Björk foi mote para o que é, sem dúvida, o melhor trabalho de Sommer. Surpreendeu.
Renato Loureiro fez um desfile com cara de noite, inspirado em artesanato. O estilista deu seqüência ao conceito de sua coleção de verão ao usar o artesanato e trabalhos manuais em estilo barroco para a coleção de inverno.
Mareu Nitschke promoveu um encontro entre o mundo dos góticos com o corte reto das roupas das gueixas. A coleção, muito escura, deu um aspecto pesadão à coleção, que tenta ganhar leveza em peças com fios entrelaçados. Roupas para quem gosta de um pretinho não tão básico assim.
A estreante Gisele Nasser celebrou a Art Noveau, rompendo com tecnologia e investindo no natural, feminino e delicado. As peças, porém, não vêm com cara de inverno. Para os tropicais.
André Lima misturou Europa, influências medievais, América Latina, Estados Unidos e todo tipo de diversidade cultural. Lembrou bastante o desfile de outra estreante, Fábia Bercsek.
Cavalera fechou o dia e o evento. A grife jovem trouxe a corte portuguesa em versão grunge e descolada. Na passarela, bumbuns de fora marcaram o desfile.
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