| Reinaldo Marques/Terra |
 Acessórios compõem visual de sacerdotisa |
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A estilista estreante na passarela do São Paulo Fashion Week Fábia Bercsek levou a filosofia xamanista e o culto à natureza para sua coleção. Tudo tinha cara de tribo indígena de diversas partes do mundo. A passarela trazia referências aos rituais que utilizam chás e que proporcionam viagens do corpo e alma.
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A idéia era apresentar uma mulher forte e transgressora, selvagem até. Criou, então, um look sensual e determinado, que abusa das franjas e dos acessórios, de penas e patuás.
Casacos, calças, shorts e saias ganharam estampas de bichos ou de viagens alucinógenas. Os pés são protegidos por polainas e o corpo, por xales e boleros em lã que lembram as vestimentas típicas do Peru.
A saia pode ser curta ou longa arrastando pelo chão. Reta ou assimétrica, ganha contornos e bordados. Os tecidos são naturais como lã e algodão, ou tules, jacquards, viscoses, plushs, veludo e nylon.
As cores mais usadas foram marrom, cru, vermelho, branco, azul e verde em peças com aplicações de bordados e alguns tricôs para compor o visual xamânico.
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