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 Norma trabalhou como atriz em cerca de 60 filmes |
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Norma Bengell, atriz, diretora de cinema e símbolo sexual do cinema brasileiro nos anos 1950 e 1960, visitou a São Paulo Fashion Week neste domingo como convidada da mostra paralela de documentários Olhares do Brasil.
Atriz de dezenas de filmes no Brasil, na Itália e na França, Bengell não costuma freqüentar semanas de moda, mas diz acompanhar tudo pela televisão. ¿Acho que a moda pegou muito do glamour que tinha o cinema", acredita. "As modelos são lindas. São umas atrizes."
Bengell, que começou a carreira como modelo, contou que vestia Paco Rabanne e que foi a primeira a trazer a minissaia para o Brasil. Ela também foi a primeira mulher a protagonizar uma cena de nu frontal na história do cinema nacional, em 1962, no filme Os Cafajestes, de Ruy Guerra.
Na Bienal, a atriz apresentou o filme Magda Tagliaferro, O mundo dentro de um Piano, que faz parte de uma série de três longas que ela dirigiu sobre importantes pianistas brasileiras.
Além da recém-lançada série, que inclui também os documentários Infinitivamente Guiomar Novaes e Antonietta Rudge, O Êxtase em Movimento, a atriz está produzindo outros filmes, desta vez sobre esportistas brasileiras. Ela começou a carreira de diretora em 1980.
Vaidosa, mas sem nenhuma operação plástica ("não tenho vergonha da história marcada no meu rosto"), Bengell afirma que continua interessada em trabalhar como atriz. Só faltam os convites.
"A profissão de atriz é maravilhosa porque, além de mocinhas, você pode fazer avós, senhoras, rainhas tirânicas. A não ser que você se plastifique," disse.
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