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Desfiles
Sexta, 4 de julho de 2003, 21h27 
Coleção de verão deve estar nas lojas até setembro
 
Josué Rabello/Terra
Será que alguém vai aderir ao modelito da Rosa Chá?
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Tudo o que tem sido visto nas passarelas deve chegar às lojas entre o final de agosto e o início de setembro. "Aqui no Brasil essa transição da passarela para a rua é muito rápida", disse Lílian Pacce, editora de moda do programa GNT Fashion. Para ela, a maioria das peças mostradas pelos estilistas na semana de moda paulistana vai cair no gosto popular.

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"A moda está passando por uma crise, então não estamos vendo nenhum arroubo de criatividade. As marcas, mesmo as mais conceituais, estão facilitando a compreensão de suas coleções e os desfiles não estão assustando ninguém", comentou Lílian, usando como exemplo Caio Gobbi, um "cara de vanguarda que mostrou a festa na piscina mais comportada de todas".

A editora e consultora Erika Palomino também aponta que as coleções estão aparecendo mais comerciais e acredita que as peças curtas serão bem-aceitas, já que mostrar o corpo sempre foi mania entre os brasileiros. "A explosão de cores e a mistura de várias estampas diferentes vão pegar com certeza", afirmou Palomino.

Gloria Kalil, autora do livro "Chic" e consultora de moda, afirmou que as marcas estão precisando vender e o Fashion Week se tornou, mais do que um lugar para exercitar a criatividade, uma vitrine para as próximas coleções.

"Claro que algumas marcas fazem desfiles mais conceituais, mas ninguém vai usar daquele jeito, como a Rosa Chá. Ninguém vai sair mostrando o bumbum por aí", comentou Gloria, dizendo que os biquínis da marca até poderão virar mania, mas serão usados de forma mais comportada.

Já Palomino aposta no bumbum de fora apenas se a moda pegar no Rio de Janeiro. "A moda praia depende muito ainda da praia de Ipanema. Se pegar lá, pega no resto do país", explicou.

Lílian Pacce, defensora da irreverência de Amir Slama, estilista da Rosa Chá, ressaltou, porém, que o importante é se sentir bem.

"O que eu recomendo é que as pessoas escolham de fato aquilo que cabe no bolso, no guarda-roupa e no corpo delas", aconselhou.
 

Reuters

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