| Rogério Lorenzoni/Terra |
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| Transparências dão um toque especial ao desfile |
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A mulher dos anos 20 foi resgatada pelo pernambucano Lino Villaventura, que a vestiu toda em seda com pitadas da década de 40 e uma mistura de várias referências como japonismo e grafismo.
A musa do estilista é Diana Vreeland (1906-1989), lendária editora de moda das revistas Vogue e Harper's Bazaar que foi sinônimo de irreverência e elegância.
A coleção apresentada nesta quarta-feira no São Paulo Fashion Week foi praticamente toda feita em seda. Na boca-de-cena, uma poltrona estilo chaise longue de sucata e um almofadão de plástico preto serviam de descanso para uma modelo que, com ar de dama da noite, deixava claro que os looks tinham sido criados para aventuras ao luar.
Por isso, o brilho dos cristais veio com tudo tanto para os homens quanto para as mulheres. Elas usaram turbantes e sandálias que misturavam a transparência do plástico com a luz dos saltos prateados e dourados.
Uma pantalona de seda creme com rosáceas bordadas em cristal preto foi combinada com uma bata branca acinturada e com faixas nas costas que lembravam os obis.
Outra pantalona preta bordada surgiu com um top roxo sob um manto listrado em preto e branco e com a barra xadrez. Aliás, a barra xadrez foi vista em vestidos, calças e mantos contrastando com grafismos, listras e estampas florais.
Os vestidos lisos ¿ alguns triangulares, outros com elástico na cintura e fitas caindo nas laterais ¿ também foram um ponto alto do desfile, assim como os macacões frente-única. Alguns conjuntos de pantalona e bata pareciam roupas indianas, muito confortáveis e sóbrias.
Os homens ganharam calças com a cava larga e fivelas na cintura, lembrando a vestimenta dos samurais, e camisas de seda com transparências de tule e gase, e bordados de cristal. Um paletó surgiu com as lapelas enormes e irregulares sobre uma calça de seda verde.
Várias das roupas de Lino Villaventura pareciam ter sido remendadas e costuradas com cristal, mesclando estampas e cores.
O jeans veio econômico em pouquíssimas peças índigo com estampa floral e sempre colado ao corpo.
E os acessórios mais uma vez foram componentes-chaves da coleção. Longos colares caíam sobre os looks, enquanto cintos traziam bolsas bordadas de cristais e as gargantilhas eram responsáveis pelo tom sexy dos figurinos. O largo óculos-escuro era chiquérrimo.
"Ele fez uma montagem de vários momentos da moda, do mulherão do passado e da carreira de Diana", disse a consultora de moda Costanza Pascolato. "Foi muito bonito."
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