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Jefferson Kulig
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| Reinaldo Marques/Terra |
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Capacetes com sensores, calças-atadura e sandálias de silicone foram algumas das peças tecnológicas que compuseram a coleção biomecânica apresentada pelo estilista Jefferson Kulig nesta segunda-feira, penúltimo dia do São Paulo Fashion Week.
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Experimentando com o efeito dos tecidos no movimento do corpo, Kulig utilizou-se até de placas eletroacústicas em suas roupas para simular o som dos músculos. Além disso, modelos apareceram com colantes estampados como se fossem o interior de um corpo humano, ressaltando o conceito de como o vestir está ligado às funções orgânicas.
"A roupa no futuro não terá só função estética, servirá também para que as pessoas tenham melhor qualidade de vida", explicou o estilista.
O destaque para o movimento surgiu ainda em vestidos, saias e regatas formados por ondas de tecido emborrachado que deixavam à mostra partes de barriga, seios e coxas. As cores mais trabalhadas foram preto, branco, vermelho e pele.
Uma regata azul dividida por faixas do mesmo tecido veio fazendo conjunto com uma espécie de saia-calcinha feita de tiras. Em look monocromático cinza, "ataduras" ao redor das pernas formaram um híbrido calça-calcinha.
Tubinhos, saias e camisas em plástico receberam estampas elaboradas com pólvora e areia. Um visual menos conceitual foi criado com conjuntos de jaqueta e calças justas com faixas no peito e nas mangas presas por velcro.
"Acho admirável a persistência dele com esses conceitos. É importante ter este tipo de laboratório (na moda) e, no final, quando ele faz as coisas mais sequinhas, acaba dando certo, fica funcional", afirmou Lilian Pacce, apresentadora do programa GNT Fashion.
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