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SP Fashion Week
Domingo, 1 de fevereiro de 2004, 21h45 
Eduardo Suppes busca o corpo perfeito com Naomi
 
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Eduardo Suppes
Rogério Lorenzoni/Terra
Eduardo Suppes
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Formas perfeitas. Foi isso que Eduardo Suppes quis mostrar em seu desfile neste domingo, no São Paulo Fashion Week. Inspirado na dismorfia, ou culto exagerado ao corpo, o estilista teve na top Naomi Campbell o melhor exemplo da beleza que tantos seres humanos buscam incansavelmente.

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A supermodelo abriu a apresentação vestindo um casaco bordado de cristais prateados com a cintura marcada por faixas também na cor prata. A platéia sucumbiu com aplausos e gritos.

Usando polainas esticadas até pouco acima do joelho e sandálias de salto, com os cabelos propositadamente despenteados e os olhos marcados por lápis preto num visual quase punk, as modelos desfilaram vestidos vaporosos de seda.

Esses vestidos, que às vezes traziam cristais bordados, pareciam ter sido construídos diretamente no corpo (moulage), com a parte de cima geralmente composta por faixas que deixavam boa parte do abdômen à vista e formavam decotes profundos.

As saias vieram despontadas e fluidas, e o destaque foi a estampa vermelha que lembrava músculos. As combinações de body cor-da-pele com cristais e saias pretas também revelaram-se sexies. Lingeries modeladoras enfatizaram ainda mais a tal dismorfia.

Bermudas e calças apareceram mais próximas do corpo, com vários bolsos e zíperes, num apelo utilitário, e algumas jaquetas lembraram os quimonos de judô com faixas amarradas na cintura. As calças variaram de comprimento, ficando em alguns momentos na altura da canela.

Os homens também mostraram calças coladas e com três bolsos na parte de trás, além de regatas boxer, jaquetas de corte reto com muitos zíperes, camisetas de malha com bordados em cristal e coletes.

Veludo, lã espinha de peixe e moletom foram os principais tecidos usados, embora o couro tenha sido um ponto alto do desfile, aparecendo em saias rodadas e num sobretudo usado por Ana Hickman como se fosse vestido. A pele foi adotada para ambos os sexos em alguns casacos. Além do vermelho e do preto, muito branco e bege coloriram a coleção.
 
Reuters

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