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| SP Fashion Week |
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Domingo, 1 de fevereiro de 2004, 17h32 |
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| Naomi marca o 4º dia desfilando para Rosa Chá |
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| Reinaldo Marques/Terra |
 Naomi arrasa para Rosa Chá |
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Naomi Campbell foi a estrela do quarto dia do São Paulo Fashion Week, no sábado. A top desfilou para a Rosa Chá, cuja apresentação atrasou em mais de uma hora, gerando tumulto na Bienal do Parque do Ibirapuera. Além da supermodelo, Jum Nakao e Vide Bula, que levou uma banda para tocar ao vivo na passarela, dividiram as atenções.
Para este inverno, a Rosa Chá decidiu cobrir um pouco mais as mulheres e criou saias, vestidos, camisas, calças e jaquetas para o guarda-roupa de quem não abandona o maiô nem quando a temperatura diminui.
A coleção desta vez não teve a inovação das criações de verão, na qual Amir Slama praticamente reinventou a moda praia. Mesmo assim, a Rosa Chá agradou e, deixando muito claro que os trajes de banho serão sempre o carro-chefe, encerrou o desfile com Naomi Campbell num maiô verde tomara-que-caia.
WORK IN PROGRESS
Jum Nakao construiu seu desfile em plena passarela, com as modelos montando os looks em tempo real. Para as mulheres, destacaram-se vestidos de tule estampado com listras, flores, rabiscos e cores que variavam do preto ao vermelho, verde e rosa. Para os homens, saltaram aos olhos jaquetas de motoqueiro e militar, além do sobretudo executivo.
A Vide Bula voltou aos tempos do colégio para a coleção de inverno deste ano, resgatando os moletons, as minissaias plissadas e o conforto dos uniformes escolares.
Ao som enérgico da banda surf punk paulistana Los Pirata, a marca mostrou camisetas divertidas bicolores em verde e amarelo. Modelos carregando cartazes com dizeres como "Não à mídia hipócrita" e "Brasil com educação" levaram o tom contestatório da vida estudantil para a passarela.
A grife que abriu a maratona de sábado foi a Huis Clos, que recebeu seus convidados em sua fábrica na Barra Funda, zona oeste da capital. A estilista Clô Orozco apresentou uma nova leitura do estilo clássico dos anos 1950, conferindo cortes retos e texturas a vestidos, saias plissadas, terninhos e camisas de meia manga.
A Alphorria, do estilista Cassio Vital, se inspirou na amante de um toureiro para desfilar vestidos de tule totalmente transparentes, revelando calcinha, cinta-liga e meia sete-oitavos. Rosas e espinhos, em apliques ou bordados, mostraram o risco desse relacionamento sempre ameaçado pela morte repentina do amado.
Já Reinaldo Lourenço deixou de lado o politicamente correto e trouxe para a passarela peles de coelho e avestruz, numa coleção inspirada na caça.
Casacos de corte reto até a cintura, blazers, regatas, vestidos e macacões, em jérsei ou musselina, receberam peles nas golas, mangas e ombros (imitando ombreiras). As caçadoras de Lourenço exibiram ainda shorts, calças e bermudas pregueadas com os bolsos aparentes em couro e com zíper, reinventando no corpo as malas e mochilas de viagem.
Neste domingo, as marcas Mareu Nitschke, Eduardo Suppes, Rodrigo Fraga e Osklen se apresentam no prédio da Bienal, parque Ibirapuera. Marcelo Sommer desfila sua coleção em sua loja no bairro dos Jardins.
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Reuters
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