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Alphorria
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| Reinaldo Marques/Terra |
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A amante de um toureiro só poderia ser uma femme fatale. A partir desse conceito, a grife Alphorria transformou, no sábado, a passarela do São Paulo Fashion Week em um labirinto de laca vermelha repleto de tragédia e sensualidade.
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O estilista Cassio Vital criou para a coleção outono-inverno da marca uma mulher destemida e consciente do seu sex appeal, que apareceu com vestidos de tule totalmente transparentes, revelando por baixo calcinha, cinta-liga e meia sete-oitavos.
Para ressaltar o lado sinistro de um relacionamento ameaçado de acabar a qualquer momento com a morte repentina do amado, Vital espalhou nas roupas rosas e espinhos, ora aplicados, ora bordados.
Um delicado trabalho de rosas formadas por fitas foi encrustrado em vestidos de cetim bege. Outros modelos receberam mini-rosas de cetim e organza na parte de baixo ou apliques de cristal.
Corpetes com a linha do busto acentuada e saias justas com imensas fendas alternaram-se na passarela com vestidos repletos de babados e movimento. As cores escolhidas para representar emoções fortes e homenagear a indumentária dos toureiros foram vermelho, preto, marrom e bege acetinado.
Aos poucos, o estilista despiu ainda mais sua heroína até deixá-la completamente vulnerável, só de bustiê, calcinha e altíssimos escarpins pretos.
"Não é qualquer mulher que pode ser amante de toureiro," brincou Vital.
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