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 Dia feito à mão e perversão
14 de junho de 2010 23h35

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  Foto: Francisco Cepeda/AgNews

Ronaldo Fraga aposta em vestidos soltos
Foto: Francisco Cepeda/AgNews

Iesa Rodrigues
Direto de São Paulo

O dia foi das mãos jeitosas, que sabem bordar e fazer rendas. Começou pela Gloria Coelho, que une fitas de organza para criar calças e dobra fitas de cetim para fazer vestidos curtos, jovens, trabalhados. Depois, o encanto de sempre do Ronaldo Fraga, verdadeiro pesquisador dos talentos e prendas brasileiras, que pescou bordadeiras e rendeiras de Pernambuco e Paraíba para decorar formas simples de vestidos evasês ou soltos.

E mais a Fernanda Yamamoto, com a paciência de tramar fios de lã por dentro de gazes, tingir, lixar e lavar materiais que, segundo ela, ficarão mais bonitos com o passar do tempo.

Alexandre Herchcovitch quebrou esta cadeia de linhas e agulhas com o estilo masculino inspirado nas obras de Magritte, no Laranja Mecânica (não é o time dos holandeses, por favor, estamos falando de moda) e em Carlitos. Também uma forma de arte, estes três trabalhos viraram looks de nylon, ternos curtos e suéteres com aplicações douradas, tudo complementado pelo styling de maquiagem fosca, óculos dourados e alguns tacos de beisebol. Em relação ao inverno, está mais conceitual, mas o visual continua imperdível.

E já que se fala de feito à mão, vamos ao André Lima, um dos nomes que dominam o estilo de ateliê com graça. Longos brilhantes, arredondados, suntuosos, curtos decorados com pregueados, mulheres que param um ambiente. Será uma perversão, uma moda que, sem transparências nem aberturas, é da maior sensualidade e beleza?

Especial para Terra