No geral, uma coleção elegante, apesar de bem curta
Foto: Francisco Cepeda/AgNews
- Iesa Rodrigues
- Direto de São Paulo
Marco de que? Alguns desfiles têm missões, são faróis que iluminam caminhos de estilo. Como Jil Sander, que define as cartelas de cores, ou Galliano, que revira o passado e valoriza o retrô. Ou Comme des Garçons, com os shapes. Ou Margiela, com as possibilidades. Com este desfile, Alexandre Herchcovitch pode se considerar dentro desta lista.
Não há cores inéditas, mas tudo o que vale, foi confirmado: o rosa, o fúcsia, alaranjado, azuis, violetas, e naturalmente o preto. Nas formas, afirmou os ombros, não com ombreiras e outros truques acessórios, e sim com pregueados e curvas que começam como mangas e acabam como palas nas costas. Pronto: iluminada a forma dos ombros marcantes.
No geral, uma coleção elegante, apesar de bem curta, com escarpins de meia para embutida e salto agulha, cabelos montados em coques coloridos. Aliás, os batons e coques são das mesmas cores das roupas.
É uma entrada do estilista mais querido de São Paulo na seara da roupa de ateliê ou de festa. Confesso que senti falta da alfaiataria. Fiquei com saudades das estampas. Deu nostalgia do étnico. Ok, mudanças são fundamentais. Foi um passo a mais no currículo do AH.
- Especial para Terra





























