Iesa Rodrigues

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Iesa Rodrigues

Segunda, 22 de junho de 2009, 16h24 Atualizada às 19h21

Isabela Capeto elabora o conceito e faz a obra mais simples

Iesa Rodrigues Isabela integra o grupo cult da moda brasileira-carioca. Uma viagem ou um livro desencadeiam coleções repletas de informações e histórias, pedacinhos de metal pendurados que chacoalham em babados, expostos em espaços cercados de obras de arte, uma coerência só. Tinha um pequeno defeito: era muito cara, muito especial.

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Pode ser que me engane mas, desta vez, Isabela Capeto fica mais acessível. Pelo menos como estilo, já que mesmo com a inspiração em Robert Rauschenberg, pintor que trabalhava com colagens, borrões, um pop precursor dos anos 40/50, a roupa está fácil. Vestidos de cintura marcada, com estampas de rosas, algumas delas com flores de tecido aplicadas; barras de tigres correndo em blusas usadas com calça cargo odalisca, casaquinhos tipo twin-set com pinceladas de cor na frente, um total-look de paetês em duas camas.

Ao mesmo tempo, há uma insinuação de reciclagem, nos modelos montados em tressês de etiquetas da Haco. Não deve ser exatamente reciclado, porque segundo os releases da marca, esta é a primeira vez que a Haco apóia a Isabela. Mas há um cinturão de moedas, lindo, que já andou em outras temporadas. Algo muito louvável, porque mostra a possibilidade de reaproveitamento de peças muito preciosas e queridas.

No espetáculo regido por Alberto Renault a sala foi cortada pela metade, com uma passarela estreita de um lado, forrada com cartão de embalagens e provavelmente um forro de plástico-bolha, que fazia ploc-ploc a cada passada das modelos. Que por sinal, portavam topetes armados por latas, outro sinal pop do show.

Isabela ficou mais acessível, digamos, mais popular no estilo. Mas sem perder o lado cult e a nobreza da informação de arte.


Iesa está na área da moda desde o final dos anos 60, quando começou no Jornal do Brasil como ilustradora. Passou para a produção e redação nos anos 70. Trabalhou na revista Desfile, na sucursal das femininas da Editora Abril em 80, mas voltou ao JB como editora da revista Domingo.

Há 12 anos abriu o site www.estiloiesa.com.br e em 2001 criou o curso de Jornalismo de Moda no Senac Rio.

Especial para Terra

Carlos Zambrotti/AgNews
Inspiração em artista faz Isabela Capeto criar moda pop mais acessível
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