
Atualizada às 00h12
É o tipo do desfile que provoca indecisões: vamos assistir pessoalmente, no caos da sala ou vemos calmamente pelas telas de TV no circuito interno? Porque a marca atrai uma multidão de convidados, ansiosos por verem as beldades de biquínis e maiôs. Quando se decide encarar o caos, duas ou mais pessoas ocupando uma cadeira só, uns nos colos dos outros, vale ver de perto.
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As cadeirinhas da sala, iguais às usadas nas maisons de alta costura, já anunciavam algo em torno de requintes de modelagem. Não deu outra: drapeados em homenagem a Vionnet, cores de Versace e todas as referências nas deusas greco-romanas. Tudo, mais a onda de assimetrias, alças únicas, amarrados, com laterais enfeitadas com cordas e dourados. Dourados estes que fizeram colares enormes, cobrindo os pecoços, ou em forma de palacas, cobnrindo o colo. Nos pés, no lugar das havaianas da vida real, sapatos altos abotinados, peep-toes.
Alguns looks são um tanto pesados, como a série de biquínis e maiôs com placas metálicas nas laterais - imaginem na praia, o sol bate nestes adereços, e cega toda a vizinhança. Outros, apesar de fechados, como o maiô em estampa de gregas vermelhas ou os macacões em jérsei, cáqui ou verde-água, são dignos de enfrentar a confusão de um desfile da Cia. Maritima.
Iesa está na área da moda desde o final dos anos 60, quando começou no Jornal do Brasil como ilustradora. Passou para a produção e redação nos anos 70. Trabalhou na revista Desfile, na sucursal das femininas da Editora Abril em 80, mas voltou ao JB como editora da revista Domingo.
Há 12 anos abriu o site www.estiloiesa.com.br e em 2001 criou o curso de Jornalismo de Moda no Senac Rio.
Especial para Terra
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Carlos Zambrotti/AgNews
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