
Foi uma maratona de oito desfiles, com características bem diferentes, o que dá um panorama amplo da moda desfilada em São Paulo. Começou com mãe e filho, Pedro Lourenço e Gloria Coelho, no shopping Iguatemi, logo de manhã. A dupla tem em comum, além dos laços de família com outro grande estilista de São Paulo, o Reinaldo Lourenço, a qualidade do corte e confecção. Daí em diante, cada um faz o que quer.
Veja os desfiles do penúltimo dia de SPFW
» Pedro Lourenço
» Gloria Coelho
» Maria Garcia
» Mario Queiroz
» Poko Pano
» Simone Nunes
» Samuel Cirnansck
» Colcci
Pedro imaginou a mulher-pássaro, com camadas e camadas de organza cortada em lâminas, para simular as penas; Gloria voltou à seara da nobreza e das festas, evidente nos ricos vestidos de saia ampla, decorados com fitas e elásticos, com babadinhos aparentes. À tarde, a Maria Garcia estreou na agenda de gente grande do São Paulo Fashion Week com um estilo jovem, bem garotinha, onde os vestidos em cores delicadas revivem até as faixas com laço na cintura. Uma das boas coleções da temporada.
Já para os homens, a delicadeza e a riqueza dos dourados ganha passe livre, de acordo com Mario Queiroz. Organzas e canutilhos também são admitidos em camisetas e blusões com estampas gráficas em preto e branco. Reparem como neste dia não há repetições de temas ou estilos; em seguida, a moda praia de Paola Robba enfatizou a permanência do duas-peças na paisagem praiana. Luiza Brunet foi a musa, que quase passou despercebida na primeira entrada, mas ganhou aplausos merecidos na segunda, com maiô alongado, de cortes assimétricos.
Simone Nunes reforçou a lembrança do verão, nos vestidos simples, em barras de cores com cintos de corda ou soltos, deixando ver as alças de biquíni em verde-ácido pelos decotes. Mais vestidos, mais nobreza, mais delicadeza, no jardim com fonte do Samuel Cirnansck. Para a mulher-boneca, que tem corpo para as saias repolhudinhas e os vestidos curtinhos, com flores e fitas, uma delícia.
E por fim, mais uma opção, a dos anos 70, pouco explorada no evento, na Colcci. As calças flare, de barra larga e pernas estreitas, são o destaque, o melhor recado da marca catarinense. Gisele? Continua a mesma, linda, magra, imprevisível. Nunca vi modelo justificar uma entrevista coletiva para 200 repórteres e cinegrafistas (sem contar com o grupo de fotógrafos que entrou depois), com tempo de 20 minutos. Parecia até uma press conference do Bush.
Iesa está na área da moda desde o final dos anos 60, quando começou no Jornal do Brasil como ilustradora. Passou à produção e redação nos anos 70. Trabalhou na revista Desfile, na sucursal das femininas da Editora Abril em 80, mas voltou ao JB como editora da revista Domingo.
Há 12 anos abriu o site www.estiloiesa.com.br e em 2001 criou o curso de Jornalismo de Moda no Senac Rio.
Especial para Terra
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Marcio Madeira/Especial para Terra
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