
Atualizada às 19h00
O cara mais tecnológico, mais adepto dos sintéticos, enfim se rende à onda natureba, dos orgânicos. Nosso pesquisador de Curitiba uniu chapéus de acetato a bons jogos de mangas em listrados de algodão, o tecido TK de borracha aos vazados artesanais, a laser.
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peças desestruturadas
Jefferson Kulig sempre tem calças de bom corte estreito e foi o pioneiro nas sandálias abotinadas, que ele chama de sabotas, e agora andam em todas as passarelas do mundo. Aliás, nesta coleção surgiram as sabotas orelhas e as sabotas dedo, variantes das originais, simplezinhas, sempre rasteiras.
Fiapos e cordões definidos como cipós se enroscam na frente de vestidos e blusas, embarcam na onda de cordas e fios que cobre o evento. Mas nota-se uma mudança em direção a uma moda mais usável, mesmo que seja ainda um pouco extravagante: a camisa branca, de mangas franzidas abaixo dos cotovelos e os vestidos em sedas com pinceladas de cor são quase peças clássicas.
Pode parar por aí Jefferson. Senão sua moda perde a identidade e a graça das surpresas e invenções.
Iesa está na área da moda desde o final dos anos 60, quando começou no Jornal do Brasil como ilustradora. Passou à produção e redação nos anos 70. Trabalhou na revista Desfile, na sucursal das femininas da Editora Abril em 80, mas voltou ao JB como editora da revista Domingo.
Há 12 anos abriu o site www.estiloiesa.com.br e em 2001 criou o curso de Jornalismo de Moda no Senac Rio.
Especial para Terra
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Marcio Madeira/Especial para Terra
Jefferson Kulig aposta nos tecidos orgânicos em sua nova coleção de verão
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