
Atualizada às 14h08
As cores são preto, bege e dourado na passarela. Só lá, para garantir a unidade do desfile. Na verdade, a cartela da Isabela Capeto estava bem ali, na platéia, nos banquinhos. Laranja, verde, roxo, azulão, vermelho e amarelo, muito mexicanas, porque de lá veio a coleção. "Há muito tempo queria fazer o México. Viajo muito para lá, para ver os amigos. Tem casamentos e festas, já fomos padrinhos de vários, eu e o Werner (marido dela)".
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Portanto, o que foi visto impressionou pelo luxo dos bordados de miçangas douradas formando máscaras de lutadores de luta livre e flores dos azulejos de Talavera.
Vestidos curtos e longos, pantalonas flare (como usam os cantores mariachis) com babado e bordados usadas com camisas brancas. As abotoaduras reproduzem dentes dourados (que os lutadores devem perder, no ringue); o coração, ícone da marca, também é todo rebordado em dourado sobre uma camiseta com colete.
Um sem fim de bordados, babadinhos, tramados e treliçados em tecido, coerente com o tema mexicano e com os requintes do verão brasileiro.
Isabela volta ao que mais gosta de fazer, um trabalho detalhista, precioso.
Iesa está na área da moda desde o final dos anos 60, quando começou no Jornal do Brasil como ilustradora. Passou à produção e redação nos anos 70. Trabalhou na revista Desfile, na sucursal das femininas da Editora Abril em 80, mas voltou ao JB como editora da revista Domingo.
Há 12 anos abriu o site www.estiloiesa.com.br e em 2001 criou o curso de Jornalismo de Moda no Senac Rio.
Especial para Terra
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Marcio Madeira/Especial para Terra
Isabela Capeto apresenta modelitos com trabalhos detalhistas
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