
Atualizada às 01h19
O terceiro dia de SPFW foi uma jornada das mais elaboradas, que começou com os requintes da Iódice, vestidos de pregas horizontais, em tons de névoa, nude, turquesa, além de muito preto e branco. Um estilo mostrado também na Huis Clos, mas em versões delicadas, com mangas montadas em dobras e babados e na Cori, em versão mexicana, com franjas metálicas e cores fortes.
Veja os desfiles do 3º dia de SPFW
» Iódice
» Maria Bonita
» Cori
» Alexandre Herchcovitch masculino
» Huis Clos
» Blue Man
» Animale
Para uma mulher diferente desta, que é considerada a poderosa e urbana, a Maria Bonita apresentou um estilo mais regional, inspirado em roupas simples, com matérias originais, como o tricô de fios transparentes, a renda do Nordeste tinturado e linhos amassados em macacões soltos, tomara-que-caia, com bolsos confortáveis, espaçosos. Os sapatos masculinos em tressês de palhinha são destaques da semana de São Paulo.
Em compensação, a Animale partiu para outra mulher, a guerreira. Literalmente, as roupas eram enfeitadas com cartucheiras e alfinetes metálicos, que prendiam as dobras das blusas feitas com lenços de seda com estampa de marchetaria.
Guerreiros são também os homens de Alexandre Herchcovitch, que pensou nas regiões com problemas políticos, guerras e governos ditatoriais. Estampas de selva, macacões em tom mostarda e até minivestidos com saias pregueadas figuram entre as opções.
Além de moda, o dia trouxe também a volta da Blue Man ao São Paulo Fashion Week. Sem tanta performance, sem arcos da Lapa nem Copacabana Palace, David Azulay convocou Cauã Raymond e o modelo-surfista André Rezende para valorizarem as sungas. Uma Cidade Fantástica e futurista induziu a estampas em tons frios, muito cinza, preto e branco.
O que se conclui: que as mulheres inspiram e são alvos dos estilistas e marcas. Mais elegância, vestidos em bons tecidos, muito pregueado e drapeado. Continua a proposta da roupa para grandes ocasiões. Mas cuidado com os excessos de volumes e drapeados, que podem deformar a silhueta.
Os materiais artesanais se conjugam com as tecnologias, o que dá originalidade.
Iesa está na área da moda desde o final dos anos 60, quando começou no Jornal do Brasil como ilustradora. Passou à produção e redação nos anos 70. Trabalhou na revista Desfile, na sucursal das femininas da Editora Abril em 80, mas voltou ao JB como editora da revista Domingo.
Há 12 anos abriu o site www.estiloiesa.com.br e em 2001 criou o curso de Jornalismo de Moda no Senac Rio.
Especial para o Terra
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Marcio Madeira/Especial para o Terra
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