
Atualizada às 10h47
Molduras se afastam e entra Raquel Zimmermann, uma das tops do universo da moda. Deu a impressão que a platéia se empolgou mais com o movimento das molduras, foi um "oooooh" encantado.
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vestida para guerra
Raquel abriu os trabalhos de calça xadrez e colete com cartucheiras e balas fake, de metal. O xadrez avermelhado é uma estampa imitando marchetaria, a arte de formar desenhos com vários tons de madeira. A cartucheira traduz o conceito de mulheres poderosas, guerrilheiras urbanas que se vestem como figuras de um Mad Max étnico e soldados do Oriente Médio.
Isto tudo virou blusas feitas de lenços de seda, moldadas em pregas e dobras no corpo, shorts de couro e jeans, cintos com pochetes em couro ou cristais.
É uma mistura de alfaiataria com moulage. No meio das dobras de um vestido descobre-se uma lapela, algumas blusas dão a impressão de estarem vestidas ao contrário, de trás para frente. São milagres da moderna modelagem, que renova o jeito de vestir no século 21.
As molduras se fecharam, mais um "oooooh", uníssono.
Iesa está na área da moda desde o final dos anos 60, quando começou no Jornal do Brasil como ilustradora. Passou à produção e redação nos anos 70. Trabalhou na revista Desfile, na sucursal das femininas da Editora Abril em 80, mas voltou ao JB como editora da revista Domingo.
Há 12 anos abriu o site www.estiloiesa.com.br e em 2001 criou o curso de Jornalismo de Moda no Senac Rio.
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