São Paulo Fashion Week Verão 2009

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São Paulo Fashion Week Verão 2009

Quinta, 19 de junho de 2008, 17h16 Atualizada às 17h47

Estudo: modelos brasileiras passam fome e estão desnutridas

Na mesma semana em que acontece o São Paulo Fashion Week, maior evento de moda da América-Latina, o setor de Nutrologia do Hospital do Coração divulgou um estudo em que foi detectado que as modelos brasileiras estão desnutridas por preferirem passar fome a se submeterem a uma alimentação equilibrada e saudável. "Elas são desnutridas em músculos e nutrientes, principalmente em massa muscular, cálcios, vitaminas e ferro", afirma em nota Daniel Magnoni, cardiologista e nutrólogo do HCor.

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A pesquisa foi realizada com 26 modelos profissionais com idade entre 14 e 24 anos. Os resultados são reflexos de avaliações clínicas e nutricionais feitas durante dois meses. Todas elas reconheceram a importância de comerem adequadamente e praticar atividades físicas, mas apenas 30% segue dieta e 30% se exercita mais de três vezes por semana. "Elas reconhecem a importância da dieta elaborada por profissionais e a importância da atividade física, mas preferem passar fome a mudarem hábitos de vida", comenta o especialista.

Além disso, as 26 mulheres disseram ter peso mais baixo do que o realmente avaliado, sendo que 78% delas gostaria de pesar de 5% a 10% a menos. Outro dado alarmante é o Índice de Massa Corporal (IMC) que é calculado a partir da divisão do peso pelo quadrado da altura; o IMC ficou entre 15 e 20, mas o recomendado é que esteja acima de 20.

Mercado exige modelos magras e longilíneas
Quando se pensa em modelos, a imagem que vêem à cabeça são mulheres extremamente altas e magras. Mas, até que ponto é essencial ajustar-se a certas exigências? Zeca de Abreu, diretor da agência Way Model, afirma que o mercado fashion exige que as modelos se encaixem no padrão de medidas. "Agora, nos anos 2000, a demanda é por meninas magras. O quadril deve ter entre 86 a 89 cm e a cintura até 63 cm. Já os seios não tem tamanho definido", disse. Atualmente, elas têm de ser longilíneas e apresentarem proporção entre corpo e pernas.

Contudo, o profissional da moda comentou que há certo exagero em se vincular a anorexia com a magreza extrema das modelos. "Estou há 20 anos neste mercado e jamais trabalhei com uma menina anoréxica. A anorexia é uma doença e a magreza é apenas sua conseqüência e não a causa", comentou.

Segundo ele, a mudança de padrões estéticos no mundo da moda é cíclica. "No final dos anos 70 e durante os 80, a procura era por mulheres com curvas, como Cindy Crowford. Na década de 90, as modelos tinham que ser magras mas com curvas, foi quando Fernanda Tavares e Gisele Bübdchen estouraram", afirmou.

Redação Terra

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