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“Eu faria o que eles fizeram”, diz modelo sobre ativistas que resgataram beagles

Diante de protestos contra testes em animais, modelos repensam uso de marcas de cosméticos

29 out 2013 10h25
| atualizado às 10h27
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O resgate de 178 beagles do Instituto Royal, em São Roque, no interior de São Paulo, que usava os cães em pesquisas científicas, gerou polêmica na mídia e nas redes sociais e trouxe à tona outro alvo de críticas: o teste de cosméticos em animais. No SPFW, onde moda e beleza estão no centro, as modelos expressaram opiniões sobre o assunto. "Achei um absurdo, temos tanta tecnologia, não é possível que as coisas ainda sejam assim. Divulgaram uma lista de marcas (que testam em animais) no Facebook e MAC eu não uso mais", contou a modelo Fabi Mayer.

Isabel Hickmann também ficou chocada com as cenas de onde os cachorros dormiam no Instituto Royal. "É uma atrocidade, queria ver se fosse com eles", disse. Para a modelo Simone Carvalho, se "uma marca faz isso, não é de confiança, nem digna de ser usada". "Gosto de produtos de beleza, mas não assim. Às vezes precisa acontecer coisas desse tipo para as pessoas se conscientizarem, muita gente nem tem essas informações", disse Marcele Dal Cortivo.

O caso motivou ativistas e até a criação de uma comissão na Câmara dos Deputados para avaliar as leis sobre o assunto. Segundo Debora Muller, as pessoas ligadas ao mundo da beleza pensarão mais antes de comprar produtos e as que não sabiam de testes em animais poderão pesquisar sobre. "Discordo de gente que trata animal como gente, mas também sou contra os maus-tratos", disse. "Tem muita gente que não sabe a respeito, mas também há pessoas que sabem e não fazem nada. Eu faria o que eles (ativistas) fizeram", falou Karla Corrêa sobre o resgate.

Para Karina Marinovich, dona de cinco cachorros, pensar em ferir um animal é difícil. No entanto, ela acredita que a maioria das pessoas não tem conhecimento sobre testes realizados em cachorros e a repercussão do caso pode fornecer informações. Anna Herrera se tornou vegetariana há dois meses e disse que, no Brasil, ainda falta uma cultura a favor dos animais, não só de cachorros, mas de todos os que são usados como cobaias. Segundo ela, nos Estados Unidos, é muito mais fácil abandonar a carne por ter mais restaurantes vegetarianos do que no Brasil, além de existir uma conscientização diferente: "os cães são tratados como reis".

Pesquisas médicas
As entrevistadas, porém, disseram ser a favor de testes científicos quando a intenção é buscar cura de doenças. Carolinne Prates afirmou ser totalmente contra os maus-tratos aos animais, mas disse que "as pesquisas são importantes para a medicina". “Testar produtos de beleza em animais, sou contra", acrescentou.

"Precisamos evoluir na ciência e não tem como sem as pesquisas, mas tudo da forma correta", afirmou Katia Selinger. Carol Melchior também se colocou a favor dos testes quando seguem as regras e têm por finalidade a saúde. As modelos entrevistadas disseram que passarão a pensar na procedência de um produto cosmético antes de comprá-lo.

Terra transmite desfiles do SPFW
O Terra, a maior empresa latino-americana de mídia digital, transmite ao vivo e com exclusividade para web os desfiles da coleção de inverno 2014 do São Paulo Fashion Week, entre 28 de outubro e 1º de novembro. As transmissões acontecem em parceria com o FFW, do Grupo Luminosidade e responsável pelos principais eventos de moda do Brasil.

 

Fonte: Terra
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