Moda

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19 de julho de 2012 • 17h04 • atualizado em 20 de Julho de 2012 às 10h53

Outlet Premium Brasília é inaugurado com filas; saiba mais

Lacoste teve fila para entrar no dia da inauguração do novo Outlet Premium Brasília
Foto: Luciana Cobucci/Terra
  • Direto de Brasília
 

A primeira ideia que temos de outlet é preços baixos, bem baixos. Em se tratando de Brasil, sabemos que quando o valor é baixo, o santo desconfia da qualidade. Pois a impressão sobre o Outlet Premium Brasília, inaugurado nesta quinta-feira (19) em Alexânia (GO), a 70 km da capital, foi exatamente esta: sim, as peças são mais baratas que as do shopping, mas não há grandes pechinchas. Quem vai com esse pensamento pode se frustrar.

No dia da inauguração, algumas lojas tinham filas na porta. É o caso da Nike Factory, Lacoste e Aramis. Clientes chegavam a esperar 1h30 para entrar nos estabelecimentos. Segundo consumidores, os preços estavam, em média, 30% mais baratos que o preço normal cobrado no shopping. “Eu esperava um preço bem menor, de outlet mesmo, mas para padrões brasileiros está bom”, disse Felipe Almeida, de 35 anos, que saiu da loja da Nike com sete sacolas. “Não era tão barato quanto eu esperava”, disse a cliente Nair Henrique, que comprou presentes para o marido na Aramis.

A Lacoste, inclusive, perdeu muitas vendas no dia da inauguração. Por problemas técnicos, a loja não estava passando cartão e só aceitava cheque pré-aprovado ou dinheiro. As lojas Shoulder (roupas femininas) e M.Martan (cama, mesa e banho) estavam lotadas e vendiam itens até pela metade do preço normal.

Na contramão da proposta do lugar, a loja Estoque – que vende grifes como John John, Bo.Bô e Le Lis Blanc – estavam vendendo produtos pelo mesmo preço ou mais caros do que os cobrados em shoppings. É o caso da Le Lis Blanc Casa, onde o preço médio das capas de almofadas superava os R$ 170. No shopping, é possível encontrar por R$ 139. Segundo Alexandre Dias, o desconto era dado na boca do caixa, assim que o cliente fosse pagar o produto. Isso aconteceu porque nem todas as lojas estavam totalmente preparadas para o primeiro dia e que a situação deve se normalizar ao longo deste e do próximo mês.

Algumas lojas de marcas famosas – como Animale, Calvin Klein e Sunglass Hut – estavam de portas fechadas, para frustração dos consumidores. “Essas lojas devem estar completamente instaladas até o final do mês”, garantiu o diretor de marketing e varejo da empresa responsável pelo empreendimento, Alexandre Dias. Depois de pronto, o local terá mais de 80 lojas nacionais e internacionais. A ideia é receber 4 milhões de pessoas por ano, segundo cálculos de Dias.

O empreendimento é o segundo do tipo no Brasil. O primeiro foi construído em 2009 em Itupeva, São Paulo. A promessa é de que sejam vendidas peças de coleções passadas com até 80% de desconto. “As lojas maiores, de marcas mais consolidadas no mercado, têm mais condições de oferecer preços menores. Além disso, por ser um local a céu aberto, não gastamos tanto com iluminação nem circulação de ar, o que diminui o preço do lojista em 70%”, explicou Dias.

Espaço
A praça de alimentação fica no prédio bem no meio do complexo – são 9 blocos no total. Por enquanto, só dois restaurantes estavam funcionando, mas a promessa é que novos vão abrir ainda este mês. Há banheiros e bancos para sentar espalhados por todos os 16,5 mil m² do outlet. O lugar é ao ar livre – o que torna a experiência mais agradável e diferente dos encarcerados shoppings centers. O estacionamento é amplo, e há áreas diferentes e mais próximas para aqueles que têm necessidades especiais. Todas as placas estão escritas em português e inglês (afinal, a Copa do Mundo 2014 está quase aí).

Transporte

O único meio de chegar até o outlet, por enquanto, é de carro, pela BR-060. O trajeto demora cerca de 1h tanto para quem sai de Brasília quanto para quem sai de Goiânia. Alexandre Dias disse que até o fim do ano a expectativa é fechar um acordo com os governos do DF e de Goiás para implantar uma linha de ônibus para atender os clientes dos dois estados – são cerca de 5,2 milhões de potenciais consumidores.

Dicas

- Pegue um mapinha - eles estão espalhados em totens por todo o outlet - para não se perder.
- Use roupas confortáveis. Acredite, você vai andar bastante;
- Leve uma garrafa de água. Não espere para enfrentar as ainda longas filas dos restaurantes da praça de alimentação;
- Marque um ponto de encontro para o caso de você se perder: sinal de celular por lá não é dos melhores;
- Não vá com pressa. O lugar é grande e você vai querer olhar tudo. - Pegue um mapinha - eles estão espalhados em totens por todo o outlet - para não se perder.

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