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17 de julho de 2012 • 07h49

Novela 'Gabriela' resgata o estilo cabaré e a moda dos anos 20

Os figurinos usados no Bataclã, cabaré da novela 'Gabriela', estam influenciando tendências de moda e beleza
Foto: TV Globo/Raphael Dias
 

No ar pela Globo, a novela Gabriela , que se passa na década de 1920, mais conhecida como os “anos loucos”, está resgatando tendências  para lá de vintage. Na moda, especificamente, valia tudo, pois era o começo da liberação feminina: os espartilhos foram abolidos, a cintura caiu e as cores chegaram para ficar.

E o Bataclã, cabaré da história de Jorge Amado, é a porta por onde a moda chega a Ilhéus fictícia. Muitos estrangeiros e coronéis abastados levam presentes para as meninas que trabalham na casa. Elas sempre estão na moda e investem na beleza. “Há muita transparência, sensualidade e quebra dos padrões. O cabaré é onde os anos loucos estão mais vivos que nunca”, comenta Labibe Simão, figurinista de Gabriela.

Por lá, a vida noturna pede a maquiagem forte. Esmaltes meia-lua, batons em tons vermelhos, olhos esfumados, os beauty spots (pintinhas desenhadas com lápis), cílios postiços, unhas postiças, perucas, apliques e cabelos com ondas armadas, típicas dos anos 20, completam o estilo das meninas.

Maria Machadão (Ivete Sangalo) é a rainha do local. A soberania está não só na postura dela como nas vestimentas: “nos inspiramos no japonismo com suas mangas largas e grandes, que remetem ao poder. Até em seus roupões – quando ‘está à vontade’– essa tendência está presente”, explica Labibe. A personagem também tem um pouco de Coco Chanel em todos os momentos. Confira o estilo das personagens e veja como usar a moda de Gabriela em seu dia a dia.

Transparência e sobreposição
“A minissérie resgata muitas tendências dos anos 20 e que estão na moda hoje. A transparência e a sobreposição são algumas delas. Nas últimas semanas de moda assistimos à desfile que mostravam muito disso na passarela”, explica Juliana Ali, consultora de moda e blogueira do portal de tendências F*Hitz.

Cintura tombada
“Usava-se muito pois foi como uma resposta ao fim da ditadura dos espartilhos e corsets. Hoje temos uma releitura desse tipo de corte muito mais lá fora do que aqui no Brasil”, diz Juliana.

Decote nas costas
“Muito em alta agora, porém, não é característica dos anos 20. Talvez um decote menos profundo seria mais adequado à moda da época”, afirma.

Pérolas
“No contexto da moda foi o must have da época, mas virou careta com o passar dos anos. Hoje não é mais. Vale de tudo, gargantilha, colar. E pode ser falsa ou verdadeira. O bacana é se jogar na 25 de Março e escolher alguns modelos”, defende.

Lenço
“Ele até foi usado, entretanto, desse jeito como o figurinista da Globo escolheu, data mais a década de 70 do que a de 20”, conta.

Maxicolar
A tendência está em alta e, segundo a consultora, é possível usar o cabaré para se inspirar em diferentes tipos de adereços.

Franja e pedraria
“Talvez seja a maior tradução da moda de cabaré. Hoje, ela vem mais minimalista, sem parecer tão datada”, defende Juliana

Cores
“ Nos anos 20, a liberdade deixou as roupas menos femininas e as cores foram usadas para quebrar essas masculinidade das saias retas, sem definição das curvas, por exemplo”, explica. Segundo a especialista o vermelho era a cor número um dessa época. 

Unha meia-lua
Muito usada na década de 20, a unha estilo meia-lua ou francesinha invertida, fazia sucesso entre as mulheres. “A ideia era deixar a parte côncava da cutícula sem esmalte. As cores mais usadas foram o vermelho - marca registrada da atriz e bailarina Dita Von Teese - e tons escuros”, afirma Ana Paula Cristie, manicure do salão Soho.

Maquiagem
“A maquiagem é carregada com destaque para os esmaltes e batons em tons vermelhos, olhos marcados por cílios postiços e sombra escura”, diz Ana Paula.

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