Moda
 
 

 Só quem tem cartão VIP entra na nova Daslu
01 de junho de 2005 19h53 atualizado às 19h56

A empresária Eliana Tranchesi, da Daslu. Foto: Divulgação

A empresária Eliana Tranchesi,
da Daslu
Foto: Divulgação

Com tanto glamour e dinheiro relacionado à Daslu, da empresária Eliana Tranchesi, é de se esperar um serviço exclusivíssimo. E a marca não decepciona: as regalias incluem esteiras que levam as sacolas de compras até o carro, serviço de alfaiataria com acabamento italiano e entrega em casa. Mas não vá pensando que isso tudo é aberto ao público. Na nova Daslu, em São Paulo, só entra quem tem o cartãozinho vip, que pode ser feito na hora ou enviado pelos Correios para clientes mais antigos.

Separe bastante tempo do seu dia para usufruir de tantas opções. É possível agendar visitas supervisionadas com guides para conhecer em detalhes todo o arsenal de opções de consumo - esse sim, verdadeiro item exclusivíssimo. "O atendimento na Daslu é feito por pessoas que freqüentam os mesmos meios dos clientes e que acabam fazendo uma consultoria de moda que dá segurança ao comprador", diz a especialista em marketing de marcas de luxo e semiótica, Carol Garcia.

Para ser uma "dasluzete" (nome dado às vendedoras) é necessário ser bem-nascida. Também não se pode apenas repassar o pedido; o cliente deve ser orientado na hora de adquirir as peças, de acordo com o seu estilo. As vendedoras passam por diversos treinamentos e fazem de tudo para deixar quem passa por lá mais do que à vontade.

Todo esse glamour tem um único foco: atender os cinco sentidos para transformar as compras em uma experiência sensorial aliada ao consumo, denominada visual merchandising. "Esses espaços ambientados são tendências nas grandes lojas de todo o mundo. Aromas, músicas, visual, toque e até o paladar são estimulados para que o consumo seja feito por sentimentos e não pela razão. Todos os ambientes são planejados para criar um clima de luxo e conforto", diz Carol.

"O visual merchandising une o tema e o conceito da marca e tem como meta criar identidade logo no primeiro olhar. Valores agregados são transmitidos quando se analisa o logotipo. Vitrine, peças e decoração formam uma unidade coerente", diz a especialista em visual merchandising, Sylvia Demetresco.

O resultado? Pessoas ficando mais tempo na loja e sentimento de "estar em casa", em ambiente acolhedor, que são traduzidos em altíssimo faturamento. "O que torna a Daslu única é aliar os conceitos de visual merchandising com atendimento muito diferenciado. A loja é única neste conceito", diz a especialista.

Freqüentar a Daslu também é comprar um estilo de vida. Lá se encontra decoração, cultura, imóveis, automóveis e itens que transmitem os valores de quem faz parte do clube privado da marca e pode bancar tantas regalias. A Daslu separa espaços amplos e exclusivos para que mulheres e homens transitem à vontade e com muita discrição.

Para quem aposta na variedade de marcas, o empreendimento reúne as grandes maisons em um mesmo lugar, tornando-se um paraíso da indústria do luxo. É possível experimentar Giorgio Armani, Ermenegildo Zegna, Hugo Boss, Prada, Dolce & Gabbana, Gucci, Nike, Tod´s, Burberry, Cartier, Gap, Banana Republic, Valentino, a própria Daslu, Jimmy Choo, Fendi, Christian Dior, Chloé, Blumarine, Chanel, Louis Vuitton, Sergio Rossi, sapatos de Manolo Blahnik e jóias Chopard, entre tantos outros.

Para ter pique, só mesmo com um lanchinho. Dá para provar a comida sofisticada do restaurante Leopolldina (antigo O Leopolldo) ou tomar um cafezinho ou champagne na infinidade de cantos aconchegantes que também oferecem biscoitinhos finos. E se der um aperto na hora das compras, nada de sufoco. São 87 banheiros espalhados pelos 20 mil metros quadrados.

Para pagar a conta, clientes que desembolsam mais de R$ 600 podem parcelar no cartão em um dos 72 caixas! Ah, e não há preocupação para carregar as sacolas, já que esteiras especiais cuidam muitíssimo bem disso levando tudo diretamente para a garagem. Enfim, serviços exclusivos que caracterizam o conceito do empreendimento de Eliana Tranchesi.

Redação Terra