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 "Roupa brasileira está cara", diz diretora do Fashion Business
20 de maio de 2011 12h21 atualizado às 13h25

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    . Foto: AgNews

Eloysa Simão é o nome de comando no cenário fashion carioca
Foto: AgNews

Ale Ougata

Há poucos dias do início da 18ª maior bolsa de negócios de moda da América Latina, Eloysa Simão, empresária e idealizadora do Senac Rio Fashion Business, conversou pelo telefone com o Terra e, entre outros assuntos, enfatizou o desejo por políticas de incentivo que tornem o mercado de estilo mais acessível. "A roupa brasileira está cara e, em boa parte, por causa da tributação. Deveríamos ter mais políticas de incentivo e investimento por parte de nossos governantes. Caso houvesse mais estímulo, conseguiríamos ter uma cadeia mais produtiva, o que despertaria ainda mais o interesse do consumidor e um custeamento no preço final das roupas e acessórios".

Moda no Brasil é uma área que, só na cidade do Rio de Janeiro, gera 187 mil empregos informais, de acordo com o levantamento feito pela Fecomércio-RJ. "Só perdemos para a cosntrução civil e, mesmo assim, ainda temos de avançar".

Na esperança de águas límpidas a guiar a moda nacional, Eloysa aposta na "Trans-Formação", tema desta edição do Fashion Business. "É necessário que a reflexão sobre a formação de todos os envolvidos neste setor seja feita. O mercado mundial está avançando e chegando ao Brasil. Se não nos prepararmos, nos formarmos para esta chegada, iremos perder. É preciso investir e transformar a mentalidade e o comportamento das pessoas envolvidas com moda, desde o jornalista até o lojista. É transformando e incentivando a inteligêcia e a criatividade que vamos poder disputar, não apenas no design, mas também nos preços. Temos de alinhar design e competitividade".

Sob o mote "o artesanato é a nova alta-costura", a idealizadora do evento pretende "mostrar que o artesanato está no DNA do brasileiro, além de representar uma fonte bastante rentável".

Questionada a respeito da polêmica do uso de pele animal nas coleções, Eloysa responde, "pessoalmente sou contra. Não uso pele. Como empresária, acho que, atualmente, há uma coinsciência maior que permeia a sustentabilidade. Novos materiais já podem ser usados no lugar das peles. A juventude engajada e os novos estilistas me parecem bastante preocupados com a questão".

Para finalizar, Eloysa Simão deixa escapar seu lado mais supersticioso e diz que "durante o primeiro dia do Fashion Business, eu percorro todo o espaço entoando mantras".

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Terra