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Giorgio Armani desfila tule e casacos volumosos em Paris

A coleção de outono-inverno 2015 desfilada na semana de alta-costura parecia feita para o tapete vermelho

8 jul 2014
18h55
atualizado em 10/7/2014 às 13h47
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Às vésperas de completar 80 anos, Giorgio Armani não perde o fôlego, mas estava destinado a tirá-lo da plateia que assistiu nesta terça-feira (08), em Paris, ao desfile de sua marca de alta costura, Giorgio Armani Privé. Assim como a primeira fila, que colocou lado a lado Kate Hudson, Jared Leto e Sophia Loren, a coleção de outono-inverno 2015 parecia feita para o tapete vermelho.

De uma espécie de caixa laqueada, que dava nome à coleção, saíam as modelos com ares de heroínas de um filme de Hitchcock: casaquetos de mangas três quartos, formas evasês e texturas com efeito buclê ou matelassê. Aos poucos, as formas e texturas apareceram mais trabalhadas, ainda com um quê de anos sessenta, e pontuadas por estampas gráficas, antecedendo o poá que dominou todo o resto da coleção.

Se a primeira parte do desfile parecia um tanto simples para uma coleção de alta-costura, a resposta veio em seguida: tules estruturados com efeitos de estampa poá, franjas de tecidos que se juntavam para formar casacos ultravolumosos e longos véus em tule preto. Com cintura marcada e saias amplas, ali estavam os vestidos que devem tomar os tapetes vermelhos em breve.

A alta-costura, denominação protegida por lei e restrita aos membros de um seleto grupo controlado pela Federação Francesa da Moda, preza pelo trabalho artesanal de excelência, com vestidos feitos sob medida e que podem custar dezenas de milhares de euros. Mesmo parecendo feita para sonhar, ela também precisa ser comercializada, e Giorgio Armani encontra esse equilíbrio com maestria.

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Fonte: Especial para Terra
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