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Após "destruição", Karl Lagerfeld propõe um novo mundo para a Chanel

2 jul 2013
08h30
atualizado às 08h30
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Depois de colocar as modelos num avião, de pôr o globo terrestre no palco, agora é a vez de Karl Lagerfeld trazer um novo mundo para a Chanel. Os convidados foram recebidos com o cenário montado com cadeiras de teatro, mas com tudo totalmente destruído, como se tivesse acabado uma guerra mundial. O que estava por vir? Quando as modelos entraram, as cortinas se abriram e um mundo totalmente reconstruído, com prédios moderníssimos, se via ao fundo.

Essa mensagem de renascimento foi traduzida no final quando as modelos subiram ao palco, ao lado do estilista, tendo ao fundo essa esperança de futuro próspero pós-guerra. Na passarela, as famosas peças de tweed da marca, que a cada ano Lagerfeld tenta renovar, vinham em casacos, saias e casaquinhos de várias alturas, de cortes reto e tradicional, alguns com as finalizações desfiadas. Botas de canos altíssimos substituíam calças e a maioria da coleção seguiu tons sóbrios, como vários cinza ( uma possível referência ao cenário de destruição). As peças podiam vir também com paetês transparentes em algumas partes para dar brilho.

Peças estruturadas, de silhueta mais reta, ganhavam detalhes como pequenas pastilhas aplicadas, criando efeitos geométricos, em preto e branco ou colorido. A assimetria é uma das tônicas da coleção, com as peças sobrepostas em alturas diferentes. Os vestidos longos vinham com a saia mais ampla ou em modelagem mais fluida.

Transparência, tule e brilho não faltaram. Cintos largos apareceram na maioria das peças, mas não marcando a cintura. Eram colocados de forma meio despojada, alguns levemente a partir do ossinho do quadril, deslocando a cintura levemente para baixo. Em algumas cabeças, uma espécie de viseira grande apontada para cima, revestida de tweed. E anote: as sobrancelhas estão bem marcadas, como foi visto também na Dior. Elas são centro da atenção do rosto, já que o make era nude. 

Fonte: Ponto a Ponto Ideias Ponto a Ponto Ideias
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