Moda

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18 de abril de 2013 • 10h16

Moda após os 40: saiba o que é permitido e o que é gafe

 

Hoje é difícil saber a idade exata de uma mulher. O culto à juventude, a valorização da atividade física e os procedimentos médicos e estéticos disponíveis podem, de fato, retardar os efeitos do envelhecimento ou, pelo menos, escondê-los.

Uma aparência mais jovem geralmente vem acompanhada de roupas mais ousadas, ajustadas e que revelam as formas. E agora? Existem restrições para escolha do look com o passar dos anos? Um corpo em forma permite ousadias como barriga de fora? Para responder a essas questões, o Terra pediu às consultoras de imagem Jaqueline Araujo, sócia da Olhar Estratégia de Imagem, e Silvia Beraldo para darem dicas sobre a escolha de roupas e o que não pega bem. Confira e veja também se personalidades brasileiras e internacionais cumprem as regras.

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Foto: AgNews

Jaqueline afirma que não existe apenas um fator que define a escolha de um look. Mas entre o corpo e a idade, este último prevalece.

Quando falamos em autoconhecimento, saber como funciona seu corpo é fundamental para ter uma imagem mais interessante e coerente com quem você é. "Isso está diretamente ligado à idade também", diz Silvia.

O estilo de uma pessoa não precisa mudar simplesmente porque os anos estão passando, Mas é preciso adequá-lo à nova realidade. O fato de uma mulher ter um super corpo mesmo tendo mais idade não significa que seja legal ela usar o que usava quando era mais jovem.

Se uma mulher com formas perfeitas, com cintura equilibrada com ombros e quadris, e com 25 anos, usar uma minissaia para um evento, vai chamar atenção pela beleza. Já uma com as mesmas formas, mas com 50, será interpretada de maneira completamente diferente. "Por mais que ela tenha tudo ‘em cima’, não ouvirá os comentários adequados para sua idade", explica Silvia.

O decote não necessariamente está ligado ao quesito idade, ele está mais ligado ao tipo físico e ao local onde a mulher está, mas o comprimento sim, ele deve abaixar com o passar dos anos.

Os decotes também mudam de função. Antes eles serviam para mostrar, porém nesta altura da vida o ideal é usá-lo como aliado. "Ele precisa valorizar busto e colo, mas nem sempre o que deixa esta parte do corpo mais interessante é o mais decotado, o mais aberto", explicou Beraldo.

Uma mulher mais madura deve pensar mais em comprimentos próximos aos joelhos, ou até aproximadamente três dedos acima, e bermudas e menos em minissaia e shortinhos.

Com o passar dos anos, a idade aumenta e comprimentos também! A mulher sensual não é aquela que deixa tudo explícito. Ela cria um mistério. "A mulher madura para mim é isso. Ela tem uma super bagagem e experiência de vida. Nada melhor do que fazer o melhor uso desta magia. Já dizia Coco Chanel que para saber o comprimento ideal de saias e vestidos a mulher deve se ajoelhar ao chão. Onde o joelho encostar no chão é o comprimento ideal para a pessoa", explica a consultora Silvia Beraldo.

Entre os erros mais comuns, está achar que pode usar qualquer coisa já que o corpo continua esbelto e bonito. "É maravilhoso quando uma mulher mais madura  sabe tirar vantagem de seus atributos. Isso não tem a ver com preconceitos. Apenas há roupas e looks que favorecem cada idade", diz Jaqueline.

Segundo Silvia, a mulher madura muitas vezes peca pelo exagero em todos os sentidos. "E o extremo nem sempre é o melhor. Ou ela se anula. Abandona sua autoestima, deixa de se olhar com carinho e então desvaloriza a beleza que tem. Ou, ela vai para o exagero do overdressed, quando usa tudo junto ao mesmo tempo, incluindo peças datadas, que ficaram marcadas por uma época específica, perfumes exagerados, peças justas demais ao corpo, micro shorts jeans, ou peças soltas demais", enumera. Sem contar os modelos tomara-que-caia, alças de blusas desproporcionais, e os famosos decotes e comprimentos.

É preciso 'filtrar' as informações da moda. "Muitas marcas fazem peças para o desfile e versões para a vida real. De maneira geral, as pessoas precisam entender que não podem ser escravas da moda. Devem usar apenas aquilo que as favorecem. Esse é o segredo de uma pessoa que se conhece e conhece seu estilo", ensina Jaqueline.

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Foto: Getty Images

Usar peças com mais detalhes ou mais básicas varia de acordo com o estilo de cada pessoa. Isso não precisa mudar com a idade. Não é a moda que deve ditar o que será usado. Se formos usar o que pede a moda, mudaríamos o guarda-roupa a cada estação.

A consultora Silvia sugere usar as propostas da moda em detalhes, escolhendo ponto específicos para valorizar. "Acredito que para uma mulher ser elegante nesta fase da vida serão os detalhes que farão a diferença", diz, exemplificando que estampas animais viraram clássicos mas serão pouquíssimas as mulheres que ficam bem com um vestido inteiro desta padronagem. "Invista em acessórios como sapatos, sandálias, sapatilhas , cintos e bolsas se o objetivo final é uma imagem elegante e admirada", ensina.

Elegância é saber que cada idade tem a sua beleza e suas vantagens. E que amadurecer é poder experimentar coisas novas

Uma mulher sarada, com o corpo todo esculpido não tem mais liberdade para mostrar o corpo. "Tudo tem sua hora e lugar", opina Jaqueline. No caso das malhadas que gostam de mostrar o corpo, Silvia acha que antes é preciso estar muito segura de um look mais ousado. "Basta ela saber como será recebida pelas pessoas. Eu diria para esta mulher ter consciência das vontades dela e pronto! Seja feliz!", completa.

Não existem looks velhos e sim adequados ou inadequados de acordo com o estilo de cada mulher, além da situação e do tipo físico.

 

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