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A moda masculina para a temporada outono-inverno 2005-2006 vestirá um homem elegante e com sensibilidade artística, cujo guarda-roupas tem como eixo releituras de peças clássicas e corte de alfaiate, segundo se observou nas coleções que desfilaram em Paris durante quatro dias.
"Quintessência", "retorno às origens", "sutil", "crônica da distinção". Estes adjetivos, usados pelos estilistas Naoki Takizawa (Issey Miyake), Franck Boclet (Francesco Smalto), Véronique Nichanian (Hermès) e Dries Van Noten, resumem o clima geral.
Ressurgido há um ano, a alfaiataria se estende e se impõe em quase todas as coleções, voltando inclusive a impor o terno de três peças. "Hoje, os homens cuidam da silhueta, o colete masculino tem melhor caimento e não tem as mesmas conotações", destaca um observador aguçado.
Os homens do próximo inverno usarão todo tipo de roupas xadrez, pequenos e grandes, discretos ou em evidência, "pied-de-poule" e príncipe de gales. As flanelas em tons de cinza, o tweed e o veludo serão os escolhidos por ser os menos arriscados.
A elegância continua com uma ofensiva do casaco reto, dos jaquetões montgomery, eventualmente enfeitados com peles no colarinho. A capa, curta ou longa, volta dando ao homem um aspecto dândi.
Salvo algumas exceções, como no caso de Louis Vuitton, o luxo é discreto. As matérias-primas falam por si, finas fibras de lã ou camurça. Uma tendência demonstrada também na multiplicação de detalhes refinados e no cuidado com o forro.
Felizmente, o terno não é obrigatório: jaquetas de fim de semana com bolsos pregados, jaquetas rústicas, jaquetões amplos ou jeans em veludo cotelê oferecem várias possibilidades ao estilo informal. Informais também são as jaquetas usadas sobre camisas sem gravata e os grossos pulôveres, quentes e confortáveis.
Quanto à cor, a tendência também é o retorno a formas seguras. Os xadrezes não se situam necessariamente na gama de cinzas, como demonstram Paul Smith e Rykiel homme. Os verdes-garrafa, os azuis profundos e os bordôs predominam nos veludos de Yves Saint Laurent. E os alaranjados (Hermès) e pastéis (Smith) quebram a seriedade de cinzas, marrons e pretos.
A roupa esportiva não ficou relegada ao esquecimento, graças a alguns jovens estilistas que optaram por esta linha (Gaspard Yurkievich, Kim Jones).
Quanto àqueles que procuram uma silhueta mais roqueira e atrevida, Hedi Slimane é um guru. O jovem estilista da Dior Homme é incomparável na arte de combinar o chique com o chocante.
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