| Guto Barra/Especial para Terra |
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| A moda para os animais de estimação também virou uma obrigação para qualquer grife de luxo que se preze |
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Vida de cachorro nos Estados Unidos não tem a mesma conotação do passado. Totós americanos estão cada vez mais levando uma existência de luxo e glamour. Tratamentos de spa, creches exclusivas e compras nas lojas de departamentos mais chiques de Manhattan já fazem parte do dia-a-dia de muitos cachorros nova-iorquinos. Design de moda para os animais de estimação também virou uma obrigação para qualquer grife de luxo que se preze.
Donos de cães já podem comprar roupas de marcas como Gucci, Coach e Louis Vuitton. Em "magazins" como a Neiman Marcus, estão à venda peças como um casaco da Burberry - com direito a capuz - por US$ 400, uma coleira da marca Kate Spate por US$ 45 e uma bolsa de cetim da Juicy Couture para carregar o totó por US$ 225.
Em plena temporada de Natal, uma das vitrines da Gucci da Quinta Avenida, em Nova York, foi inteiramente dedicada aos produtos caninos: cama, coleira (US$ 165), casaco (US$ 150, mas já está esgotado), prato (US$ 900!) e outros acessórios chamam atenção do público.
Em termos de beleza, também já é possível escolher entre uma grande variedade de produtos. Uma das novidades é a linha de shampoos e condicionadores da empresa Paul Mitchell Systems. A linha John Paul Pet também inclui toalhinhas sanitárias, escovas e até alguns brinquedos.
Se você não tem intenção de tratar do próprio cãozinho, é possível mandá-lo para a creche, spa e centro de treinamento de Alice Moss, o Doggie Diva, que tem mais de 50 membros. Em uma limusine, por sinal (o serviço é oferecido para os clientes). Há também colônias de férias e até "hotéis" para au-aus (com quartos que têm TVs para a exibição de filmes temáticos, como "A Dama e o Vagabundo" e "101 Dálmatas"). Um dos destaques deste mercado são as aulas de hidroginástica para cachorros que estão acima do peso: a maoria deles adora o exercício.
O luxo canino de Manhattan pode ser um exagero, mas aponta para o crescimento de um mercado com potencial enorme. Cerca de 62% dos lares americanos têm um animal de estimação: há 78 milhões de gatos e 65 milhões de cachorros, de acordo com uma pesquisa da American Pet Products Manufacturers Association. No ano passado, o consumo com produtos relacionados a "pets" foi de US$ 34,3 bilhões (mais do que o dobro de dez anos atrás).
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