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Terça, 23 de novembro de 2004, 11h16 
Jovens estilistas franceses conquistam a China
 
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Oito jovens estilistas de marcas francesas apresentaram suas coleções em Pequim com a esperança de iniciar uma nova aventura, depois de ter conquistado outros mercados no continente asiático. "Gosto daqui porque sinto seu potencial, seu desejo de trabalhar, a ânsia de correr riscos e de comprar coisas", declarou Stéphanie Coudert no sábado em um grande hotel de Pequim, no final de um desfile. Esta estilista que dirige a empresa "Silent Fair" há três anos foi contatada pelos empresários de Xangai. A jovem defende a idéia de "produzir na China para vender na China" linhas de luxo ou roupas de confecção derivadas de seu próprio estilo, que combinem o espírito de suas coleções com a expressão "espiritual" da vestimenta. Assim como os outros estilistas que viajaram com ela a Pequim, Coudert já vende no Japão. Alguns destes jovens também estão presentes nos Estados Unidos, Hong Kong e Taiwan. E tem desejos de incluir a China entre suas conquistas. "Para sobreviver é necessário ir a outros países com linhas comerciais menos caras", destaca Didier Grumbach, presidente da Federação Francesa de Costura e Confecção, que organizou esta viagem. Durante sua estadia em Pequim, o grupo se reuniu com criadores e empresários chineses. O jovem estilista português Felipe Oliveira Baptista, que trabalha com cashmere e seda, afirma que é atraído a trabalhar na China porque "é barato". Anne-Valérie Hash, que obtém 30% de seu faturamento no Japão e vende em Hong Kong e na Coréia do Sul, estuda a questão. "Exceto pelas séries pequenas, ainda não chegou o momento de trabalhar aqui", avalia a estilista. O inglês Adam Jones, fundador de sua marca em 2001, disse que "mesmo que não fabrique na China, quer vender no país". "Quando houver lojas que vendam várias marcas na China, será mais fácil", disse o estilista que vive há 15 anos em Paris e já trabalhou para as maisons Kenzo e Dior.
 
AFP

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