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| Desfile de John Galliano na Semana de Moda de Paris |
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John Galliano, estilista da 'maison' Dior, mostrou nesta terça-feira, em Paris, uma coleção de primavera-verão 2005 inspirada nos anos 70, mas sobretudo uma moda "prêt-à-porter" que faz jus ao nome, verdadeiramente pronta para usar, virando definitivamente a página dos desfiles-espetáculos.
O estilista exibiu no desfile camisetas estampadas com lemas pacifistas, como "Dior not war" ou "Dior for peace", o que não impediu que um pequeno grupo de militantes da associação de defesa dos animais Peta se manifestasse antes do desfile contra Galliano, que geralmente usa muitas peles em suas coleções.
Outra novidade do desfile, as roupas apresentadas estavam mais de acordo com o prêt-à-porter do que com a alta costura. Nada de peles, só um pouco de couro, muito jeans lavado, renda, algodão, veludo e muita musseline.
Entre as celebridades presentes no desfile, a atriz francesa Isabelle Adjani que considerou o que viu na passarela "chique, leve, suave. Puro Galliano", enquanto a colega americana Marisa Berenson elogiou a "beleza, sensualidade e juventude" da coleção.
A peça predominante foi uma jaqueta justa, inspirada no clássico terninho Christian Dior de 1947, reinventado por Galliano. Por falar nisto, a jovem Riley Keough, neta de Elvis Presley, que desfilou nesta terça-feira, será o novo rosto da campanha Dior para o verão 2005.
Partindo dos anos 40, John Galliano passa rapidamente para os 70 na versão "paz e amor", com peças sutis que misturam renda e estampados florais com o jeans lavado ou com vestidos tecidos a mão.
Para o dia, o longo casaco de pele de cabra bordado de flores vira peça curinga para a noite quando usado com calça de veludo devoré cáqui com calça boca-de-sino.
Entretanto, escapam alguns toques rock'n'roll e 'gallianescos', como o terninho de seda preto e prata bordado, o vestido-losango com decote bem marcado ou a camiseta branca, sem mangas, usada com camiseta rosada.
Vivienne Westwood, por sua vez, continua a mesma, reinando no anticonformismo. Mesmo ao apresentar sua coleção, intitulada "ultra féminité", o romantismo e a frivolidade ficam no fundo do guarda-roupas. Amazonas e cortesãs, as mulheres de Westwood não passam desapercebidas.
Os volumes assimétricos continuam sendo usados e entre eles, a estilista britânica intercala vestidos com suspensórios nos ombros e também nas saias, além de estampados em preto e branco, com grandes listras ou xadrezes. Falsas jaquetas militares pintadas a mão produzem efeitos óticos. À noite, os vestidos multiplicam os efeitos de volume.
Em outro desfile, Marithé e François Girbaud buscaram a "feminidade sensual" numa coleção refrescante com seus estampados floridos e uma informalidade não isenta de romantismo.
No entanto, a mulher Girbaud pegará emprestadas no próximo verão algumas peças do guarda-roupas masculino. Mas o toque de roupa masculina, como a calça militar, é suavizado quando combinado com uma jaqueta de renda ou uma blusa de lingerie.
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