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| Desfile de Gianni Versace na Semana de Moda de Milão |
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Guarde no armário as calças justíssimas e de cintura mais baixa impossível. Até mesmo a Versace abrandou seu look para a próxima primavera.
No desfile de sua coleção de primavera/verão 2005, no sábado, a maison conhecida por sua ousadia descarada foi buscar inspiração à beira-mar, com belas sereias chegando à praia em vestidos flutuantes de chiffon e jérsei brilhante, todos pintados em tons em pastel.
Apesar de meigas, porém, elas não deixavam de ser sereias Versace, com fendas perigosamente altas subindo pelas pernas, costas nuas e decotes indecorosos ao estilo de Jennifer Lopez na entrega do Grammy.
Comentando o lado mais "brando" da coleção, um crítico de moda italiano disse, após o desfile: "Foi tudo muito 'wearable', mas não muito Versace."
Para reativar suas vendas e superar perdas financeiras pesadas, a Versace está optando por criações menos ousadas e quer injetar muito ânimo no lucrativo setor dos acessórios.
Isso explica a grande gama de bolsas apresentadas em todos os tamanhos possíveis, desde uma maleta escolar quadrada repleta de bolsos até bolsas molinhas com arremates de couro e metal. Os calçados variam desde sandálias decoradas com estrelas-do-mar até modelos com saltos-plataforma.
Como parte de seu esforço para economizar, a Versace não levou uma coleção de alta costura a Paris este ano.
A estilista Donatella Versace passou o verão numa clínica de reabilitação de dependentes de drogas, e a impressão que se teve é que ela tentou compensar pelo tempo afastada do trabalho, levando à passarela uma quantidade muito grande de vestidos próprios para o tapete vermelho.
Vestidos amarrados em azul mar, branco ostra, rosa amanhecer e castanho areia inundaram a passarela, muitos enfeitados com pérolas falsas ou ostentando acabamento de look molhado.
O motivo marinho também apareceu na roupa para o dia, com corais e estrelas-do-mar estampados sobre camisas e robes de cetim cremoso usados sobre biquínis minúsculos que envolviam os corpos das modelos.
A sensação de que a Versace deixou para trás a originalidade extravagante de qual Gianni Versace foi a epítome orgulhosa até ser morto a tiros, em 1997, foi exacerbada pela decisão da maison de não expor sua linha mais jovem, Versus.
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