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| Isabeli Fontana desfilou para a grife |
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A Gucci entrou flutuando numa nova era de feminilidade, na quinta-feira, quando a maison conhecida por seu "sex appeal" de alta intensidade exibiu sua primeira coleção feminina desde a saída do estilista Tom Ford.
Sua sucessora, Alessandra Facchinetti, disse que estava tão nervosa que mal dormiu nos dias que antecederam os desfiles da coleção de primavera/verão 2005, mas que estava superfeliz com o resultado.
O novo visual da garota Gucci é muito mais solto do que as criações super-sexies, revelando todas as curvas do corpo, que Tom Ford usou para transformar um grife florentina de peso menor em uma das marcas mais desejáveis do mundo.
As calças de boca estreita e saias coladas aos quadris cederam espaço para saias até o joelho, com franjas fluidas, e calças cigarette em tons de rosa escuro, rosa claro e verde pálido.
Uma série de vestidos sexies, femininos, cravejados de paetês estabeleceu a Gucci como nova queridinha do tapete vermelho em Hollywood, a passarela mais clicada do mundo.
Metros e metros de chiffon eram dobrados em volta do bumbum, como um sarongue amarrado com estilo, enquanto corpetes enxutos deixavam as costas nuas, exceto por uma alça de biquíni ou sutiã para prender os corpetes no lugar. "Foi tudo muito jovem, sexy e excitante. Alessandra está levando adiante uma grande tradição", comentou Glenda Bailey, editora da Harper's Bazaar.
Facchinetti, que trabalhou na Prada antes de começar a trabalhar com Tom Ford, em 2000, disse que quer manter a garota Gucci sexy e autoconfiante, mas acrescentar feminilidade e romantismo a ela.
As duas tendências se encontraram no departamento da moda praia, com microbiquínis restritos a mulheres que tenham autoconfiança de sobra, usados sob camisas de chiffon de corte baixo.
Os altos executivos da Gucci e sua empresa-mãe francesa, a PPR, certamente ficaram satisfeitos com as bolsas tamanho grande feitas de couro de crocodilo e com minúsculos fechos de noite perolados, que vão lotar as prateleiras de acessórios, fonte de muitos lucros para a marca.
"A moral na maison está ótima, o que é importante, já que este é um setor movido por pessoas. Mas também precisamos do produto", disse o presidente da PPR, Serge Weinberg, antes do desfile.
O novo executivo-chefe da Gucci, Robert Polet, que assumiu o lugar de Domenico De Sole em junho, vai apresentar em dezembro um novo plano estratégico para o terceiro maior grupo de produtos de luxo do mundo.
Conhecidos no setor como Dom e Tom, De Sole e Ford deixaram a Gucci depois de não terem conseguido chegar a um acordo com a PPR em torno de novos contratos. A PPR se recusou a lhes dar carta branca para trabalhar com as 10 marcas Gucci.
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