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| Desfile de Giorgio Armani em Milão |
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A alta-costura morreu. Que viva a alta-costura! No momento em que outras maisons começam a reduzir seus desfiles de alta-costura caríssimos, Giorgio Armani está invadindo a passarela sem hesitação alguma.
Vestidos longos de noite cravejados com milhares de cristais, vestidos retos de seda estampada à mão e jaquetas de cetim bordadas com jóias coloridas -- Armani não mediu esforços na terça-feira para provar que ainda é rei do tapete vermelho.
O estilista, cujo estilo elegante e casual inseriu Milão no mapa da moda mundial, anunciou que já se sente pronto para enfrentar os reis da alta-costura de Paris.
"Pessoalmente, eu curtiria muito exibir minha coleção em Paris, para a turma da alta-costura. Mas primeiro quero trabalhar nisto e ver se vamos vender bem", disse Armani aos jornalistas antes do desfile de sua coleção primavera/verão 2005.
O estilista de 70 anos disse que ainda existe um mercado para vestidos que custam cifras de cinco algarismos, contestando a opinião de maisons como Versace e Emanuel Ungaro, que deixaram de fazer alta-costura para concentrar-se no prêt-à-porter.
"Uma mulher que possua poder de compra quer sentir-se protegida contra o mercado de luxo corriqueiro. A última coisa que ela quer é ver sua secretária usando a mesma bolsa que ela", disse Armani.
Mas o estilista, que fez sua grife passar de um empreendimento movido por apenas duas pessoas para um negócio de bilhões de euros, foi mais rigorosamente comercial, exibindo vestidos que poderiam desfilar diretamente no tapete vermelho, em lugar dos modelos excessivamente teatrais desfilados em Paris. Cada peça feita à mão leva dois meses para ser criada e custará mais de 10 mil euros.
Armani também exibiu uma série de criações em cores pastéis, incluindo casaquinhos de cetim, saias longas e calças de barra larga, peças que poderiam ir diretamente para as lojas.
Baseado nas inspirações muito distintas da China moderna e da estilista surrealista Elsa Schiapparelli, Armani acrescentou um chapéu de palha à maioria das criações, ou no formato de turbantes dos anos 1930 ou dos chapéus triangulares usados pelos camponeses que colhem arroz no Oriente.
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