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Quarta, 22 de setembro de 2004, 14h56 
Londres pega as mulheres pelos pés
 
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Os estilistas britânicos não invadem só as casas de prêt-à-porter e alta costura: Manolo Blahnik, Patrick Cox e Jimmy Choo, entre outros, são os favoritos das apaixonadas por sapatos.

Manolo Blahnik, cujos sapatos se tornaram sinônimos de glamour e sex appeal, há 30 anos calça "toda Hollywood" e todas as famosas do planeta, de Bianca Jagger a Jerry Hall, passando pela falecida princesa Diana, Madonna e Sarah Jessica Parker, que declarou sua paixão pelo estilista no seriado "Sex and the City".

Todos os modelos são desenhados por ele em Londres, onde o estilista, filho de pai tcheco e mãe espanhola e criado nas Ilhas Canárias, se instalou no início dos anos 70.

Nascido no Canadá em 1963, Patrick Cox vive em Londres desde 1983 e continua encontrando inspiração na capital britânica. No ano passado, ele foi contratado para restaurar os brasões da marca francesa Charles Jourdan, que tinham perdido o brilho dos anos 80, mas não tem a menor intenção de se mudar para a França.

O mesmo acontece com Tamara Mellon e Sandra Choi, as duas mulheres que lançaram o fenômeno Jimmy Choo em 1996. Elas fizeram da capital inglesa sua pátria, embora seus sapatos estejam em vitrines de Beverly Hills, Hong Kong e Milão. "As pessoas dizem que a moda decai em Londres, mas os estilistas de certas casas de alta-costura são britânicos. As casas estrangeiras tomam posse deles", diz Tamara Mellon, dona da Jimmy Choo.

"Na Grã-Bretanha é muito difícil encontrar financiamento para as empreas de luxo", lamenta, por outro lado, a estilista, para quem na França e na Itália os banqueiros "sabem o que é luxo". Mellon decidiu ficar em Londres, apesar de reconhecer que às vezes isto "limita um pouco" o desenvolvimento dos seus negócios.

Em todo caso, isto não impediu que suas sandálias sensuais enfeitassem os pés de estrelas como Jennifer López e Nicole Kidman, nem que o faturamento da empresa chegasse a 21 milhões de libras (35 milhões de dólares).

Patrick Cox também diz que seu coração está em Londres, mas não sua carteira. Todos os seus sapatos são fabricados em Milão, onde faz boa parte de suas vendas. "Londres não atrai mais compradores e a imprensa mundial", diz.

Entre os talentos emergentes, Beatrix Ong, nascida em Londres e criada em Hong Kong, trabalhou na Jimmy Choo antes de lançar sua própria marca em 2002. Emma Hope também trabalhou ao lado dos grandes do prêt-à-porter londrino, como Paul Smith e Nicole Farhi, antes de abrir suas lojas próprias, na capital inglesa, em 1986.

Também pertencente à nova geração, Galahad Clark vem de uma tradição familiar de sapateiros de sete gerações e tem o apoio de um império, o dos famosos sapatos ingleses Clarks. Ele agora lança suas próprias marcas: United Nude para as mulheres e Terra Plana para os homens.

Talvez seja preciso recorrer a Freud e seu estudo sobre o fetiche para entender por que há pessoas dispostas a gastar 400 libras (cerca de 600 dólares) ou mais por um par de "Manolos" ou Jimmy Choos.

O fato é que em Londres não faltam as "fashion victims" que podem se dar ao luxo de se calçar a preço de ouro. Exemplo: a jornalista Barbara Amiel, mulher do magnata Conrad Black, hoje caído em desgraça e acusado de desvio de verbas. Ela confessou recentemente que tem em seus guarda-roupas nada menos que cem pares de "Manolos".
 

AFP

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