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Terça, 7 de abril de 2009, 19h13 
Saiba o que é estilo vintage
 
Getty Images
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Em tempos de crise especialistas recomendam investir em peças clássicas, com silhuetas, cortes, cores ou estampas que marcaram época e são reconhecidas como sinônimo de elegância em qualquer tempo. Roupas que podem ser usadas em várias temporadas e também em diferentes estações, apenas atualizando o visual com uma ou outra roupa da moda e acessórios. Nesse cenário, o estilo vintage surge como boa opção.

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A palavra, antes de ganhar conotação fashion, foi usada para designar vinhos que têm a capacidade de envelhecer dentro da garrafa tendo seus sabores e aromas aprimorados (o vint, vem de vinho; age, de idade).

A explicação então pode ser aplicada à moda. Uma peça é considerada vintage se apresenta características clássicas, mas se mantêm usáveis. Pode ser uma silhueta, uma cor, uma estampa, um tecido. Assim, se você não é especialista em moda e quer investir em algo do gênero, não se desespere. A primeira dica é escolher as peças pela etiqueta e partir para os clássicos. Pucci, Gucci, Yves Saint Laurent, Nina Ricci, Pierre Cardin, Christian Dior, Prada, Chanel e Burberry, entre outras. Essa é a maneira mais fácil de ter certeza de estar fazendo um bom investimento.

E os achados não se restringem apenas a marcas de outros países. Lojas especializadas oferecem exemplares de vintage nacional, desde os primeiros costureiros até estilistas mais recentes. "Temos peças de criadores como Dener e Marquito e de estilistas como Renato Lourenço e Alexandre Herchcovitch", dia Ana Ester, proprietária há 12 anos da loja Santíssima, de Belo Horizonte.

Paixão
Mas as opções na param por aí. Também vale garimpar, experimentar e se apaixonar pela peça. "Marcas consagradas geralmente garantem a qualidade de um produto, mas pode-se fazer uma boa compra mesmo sem elas. Garimpamos itens maravilhosos que nem têm etiqueta. Quanto à procedência, vale procurar brechós de qualidade", diz a brasiliense Taciana Sugai, fã de peças vintage, que acabou transformando seu hobby em negócio com a criação do Garimpo de Luxo, loja itinerante que vende roupas desse estilo e outros achados, criada com sua sócia Carla Furtado.

"Costumávamos incrementar o armário com itens diferenciados e luxuosos de brechós - em especial os franceses e ingleses, investindo em qualidade sem gastar fortunas. Percebemos um grande interesse de muitas pessoas antenadas e estilosas em fazer o mesmo. Elas próprias ofereceram também as suas peças. Procuramos algumas marcas de que gostamos. Trouxemos outras do exterior. Assim nasceu nosso Garimpo."

Internacional ou nacional, é importante analisar a qualidade da peça, pois pequenos ajustes podem ser feitos, mas não dá para arriscar substituir um forro ou fazer remendos, muito menos mandar tingir as peças, a não ser que você conheça excelentes profissionais e tenha certeza do resultado final.

"Ao comprar uma roupa, deve-se inicialmente avaliar seu estado geral, observando detalhadamente acabamentos e costuras. O tecido tem de mostrar cor viva, sem manchas ou marcas, mantendo o caimento e a textura. Todas as peças devem estar em perfeita ordem. Vale a pena investir nas exemplares que ficam muito bem e que vão fazer diferença no guarda-roupa", diz Taciana.

"Pode-se fazer pequenos acertos que não alterem a modelagem, como barra, comprimento das mangas, ajuste lateral", diz Ana Ester.

Exclusividade
Quem procura peças vintage (a pronúncia é com ênfase na sílaba "vin"), busca exclusividade e itens especiais. Segundo Ana, a crise deve levar mais pessoas a procurar roupas do gênero, com a vantagem de encontrar lojas que parecem vender coleções atuais, sem cheiro de naftalina ou outros estereótipos associados aos brechós. "A pessoa nem precisa ser uma pessoa descolada que fica fazendo garimpo das peças."

A paixão por peças antigas levou uma americana de 28 anos a se tornar uma das principais referências no assunto. Rhiannon Leifheit transformou seu blog Liebe Marlene, em uma loja de peças vintage. Ela vende só o que gosta, e serve de manequim, posando para as fotos com as sugestões. Atualmente, Rhiannon, que mora em Atlanta, na Geórgia, está em busca de peças dos anos 1990, de inspiração grunge.

"Eu me lembro que há cerca de seis anos minha irmã mais nova começou a usar camisas de flanela e falava que queria que o grunge voltasse. Eu odiava a moda da época e tudo que fazia referência à década, como filmes, programas de TV, música. Agora me sinto atraída pela década e nunca achei que buscaria inspiração de moda nela", escreveu em seu blog, sugerindo misturar grunge com outras referências. "É mais fácil misturar itens como uma jaqueta jeans estonada com meias-calças e vestidinhos florais."

Além de roupas, acessórios também significam bons investimentos. "Aqui em Belo Horizonte , bolsas e óculos vintage estão sendo muito procurados", diz Ana que também é consumidora de itens com história. "Meu guarda-roupa é composto por peças clássicas."

Taciana também é adepta. "Grande parte do meu guarda-roupa tem anos de uso. Possuo peças herdadas também. A que mais gosto é um casaqueto de crochê que foi presente da minha sogra, feito no Japão nos anos setenta."

Então, fica aí a dica. Vale também garimpar peças nos armários e baús das avós.

Diferenças entre antiguidade, vintage e segunda mão
Antiguidade
Tecnicamente uma peça deve ter no mínimo 100 anos para ser considerada uma antiguidade.

Vintage
Já o termo vintage pode ser aplicado de maneira mais ampla. Uma peça vintage pode ou não ser uma antiguidade, mas deve representar a era na qual foi produzida, expressando suas características, como design, materiais, etc.

Segunda mão
Com a popularização do vintage, muitas lojas de segunda mão, os brechós, passaram a apresentar seus produtos de maneira equivocada. É possível encontrar peças vintage nessas lojas, mas é preciso procurar por formas, silhuetas, tecidos ou looks que marcaram uma época e não apenas escolher uma por ser velha ou usada.
 
Redação Terra